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Eric Cantona promete dar casa e comida a refugiados por 2 anos

Este é o tempo para um imigrante tirar o visto de trabalho na França

Estadão Conteúdo

22 de setembro de 2015 | 13h41

Comovido pela grave crise migratória na Europa, o ex-jogador Eric Cantona decidiu tomar uma atitude. O francês, ídolo do Manchester United, prometeu dar uma casa e alimentação para amparar os refugiados por dois anos. De acordo com ele, o plano já está em ação e inclusive será discutido com as autoridade de Marselha.

"Eu me comprometo, por pelo menos dois anos, a colocar à disposição dos refugiados uma casa de 50m² com 300m² de jardim", declarou em entrevista à rádio France Inter. "Estou tentando regularizar tudo com a prefeitura de Marselha. Tenho uma reunião na próxima semana com uma associação que trabalha com eles."

A Europa tem recebido milhares de imigrantes nos últimos meses. A entrada dos refugiados - a grande maioria de forma ilegal - tem causado comoção e também polêmica, por dividir opiniões e até gerar atritos entre as autoridades dos principais países do continente. A França está entre os locais que mais vêm recebendo estas pessoas que fogem da guerra e da pobreza no Oriente Médio e na África.

Sempre polêmico, Cantona não hesitou em causar nova controvérsia com os grupos mais conservadores franceses e parece mesmo disposto a levar sua ideia adiante. O ex-atacante admitiu que sua história familiar também o incentivou a tomar a decisão de ajudar os refugiados.

"Meus avôs maternos passaram por isso porque eram republicanos espanhóis que fugiram do regime de (Francisco) Franco", revelou. "Acho que em qualquer crise, sempre houve pessoas que ficaram com medo de que outras pessoas que chegavam ao país pudessem tomar seus lugares."

Cantona também explicou o porquê do período mínimo de dois anos ajudando os refugiados, ao lembrar que estes imigrantes demoram para conseguir o visto de trabalho na França. "O problema é que, por um ano, eles não têm o direito de trabalhar. Por isso, quando hospedamos alguém que não tem direito de trabalhar, temos também que alimentá-lo."

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