Josep Lago/AFP
Josep Lago/AFP

Ex-jogador Phil Neville é anunciado como técnico da seleção inglesa feminina

Ex-atleta, de 41 anos, vai ter sua primeira experiência no comando de uma equipe

Estadao Conteudo

23 Janeiro 2018 | 18h06

Ex-jogador do Manchester United, Phil Neville foi anunciado nesta terça-feira como novo técnico da seleção inglesa feminina de futebol. O acerto com o ex-atleta de 41 anos surpreendeu porque, além de não ter qualquer experiência na modalidade entre as mulheres, ele terá pela primeira vez a tarefa de comandar um time oficialmente.

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A Associação de Futebol da Inglaterra (FA) justificou a escolha elogiando a "inteligência para administrar" de Neville, enquanto a diretora de futebol feminino da entidade, Sue Campbell, exaltou a "necessidade de ideias vencedoras e inovadoras" na seleção. "Não há honra maior que representar seu país, e será um privilégio fazer isto de novo", considerou Neville.

Como jogador, Phil Neville se consagrou ao lado do irmão Gary com as camisas do Manchester United e da seleção inglesa, com a qual atuou por 59 vezes. Ainda jogou por oito anos pelo Everton antes de encerrar a carreira em 2013.

De lá para cá, Neville atuou em duas oportunidades como assistente-técnico, na seleção inglesa masculina sub-21 e no Valencia. Ele também comandou por um jogo o time semiprofissional do Salford City, do qual é dono ao lado de outros ex-jogadores do Manchester United.

Agora, terá a incumbência de substituir Mark Sampson, demitido pela FA no ano passado após acusações de bullying e racismo contra jogadoras que comandou. Seu principal objetivo será realizar uma boa campanha na Copa do Mundo da França, em 2019, uma vez que a Inglaterra foi até as semifinais no Mundial de 2015, no Canadá.

Neville precisará se explicar sobre polêmicas machistas que protagonizou no Twitter. Em 2012, por exemplo, ao ser questionado sobre o porquê de dar "bom-dia aos homens" da rede social, respondeu: "Eu pensei que as mulheres estariam ocupadas preparando café da manhã, cuidando das crianças, arrumando a cama". Meses mais tarde, escreveu que "mulheres sempre querem igualdade, até chegar a hora de pagar as contas" e ainda criticou: "Hipócritas".

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