Ex-jogadores assombram eleições no Tricolor

Kaká, na Itália, e Ricardinho, na Inglaterra, vão assombrar as eleições no São Paulo. O primeiro porque foi vendido barato para o Milan. O segundo porque custou caro e não rendeu nada. O ex-presidente Paulo Amaral, agora candidato da oposição, acredita que a administração do futebol é que decidirá o futuro do clube.Como de hábito, a eleição dos conselheiros, marcada para 3 de abril, não deverá superar a casa dos 2200 votos. Desse total, cerca de 800 ou 900 são de sócios que só se preocupam com o time, segundo os cálculos de Paulo Amaral.No debate entre o atual presidente Marcelo Portugal Gouvêa e o candidato da oposição, previsto para a semana da eleição, no programa de Milton Neves, na TV Record, Amaral vai lembrar que Kaká valia muito mais do que os US$ 8,2 milhões (pouco mais de R$ 23 milhões) quando foi vendido para o Milan. Hoje seu passe está avaliado, de maneira aleatória, em cerca de US$ 45 milhões (cerca de R$ 130 milhões), embora seja considerado inegociável. E também argumentará que Ricardinho, só de luvas e salários, custou R$ 7 milhões aos cofres do clube."Eu vendi o França, com 27 anos, a seis meses do fim do contrato, por US$ 8,5 milhões", argumenta.O São Paulo é um dos raros clubes brasileiros no qual situação e oposição se enfrentam a cada eleição e onde o equilíbrio é a marca registrada. Amaral ganhou a presidência por 5 votos e perdeu para Portugal Gouvêa por 2 votos. Na maioria dos clubes - como Corinthians, Palmeiras ou Santos - os presidentes só deixam o poder quando se cansam."É por isso que o clube tem uma situação privilegiada. A oposição cumpre a função dela. É um clube democrático", diz.Amaral tem um projeto ambicioso para o São Paulo caso seja eleito presidente. "Quero fazer a primeira grande parceria do São Paulo. Seria com um grande grupo financeiro europeu. E já me acenaram com uma boa possibilidade de realizar esta parceria", assegura.

Agencia Estado,

18 de março de 2004 | 09h24

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