Ex-jogadores criticam o Palmeiras

O novo vexame do Palmeiras, goleado no Parque Antártica por 7 a 2 pelo Vitória-BA, trouxe à tona as antigas críticas de ex-jogadores do clube. Alguns defendem uma mudança radical, outros falam em falta de apoio e alguns não escondem as mágoas do passado. O mais contundente é Elzo, ex-volante de 1989 e titular da seleção brasileira em 1986. Aos 42 anos ele toma conta de vários negócios da família em Machado, sul de Minas Gerais, mas não perdeu a paixão pelo seu time de coração. "Toda situação deixa a gente profundamente triste. Eu, particularmente, sou palmeirense". Talvez, por isso, ele defende uma mudança total, começando pelo presidente Mustafá Contursi. "Ele (Mustafá) está há muito tempo no cargo, já ganhou muito e também sofreu muitos desgastes. Agora ficou improdutivo. O bom senso pede mudança já na direção e depois nos outros departamentos se for necessário". O ex-lateral Rosemiro, que se tornou uma figura pitoresca por sua feiura, sente saudade do tempo que defendeu o Palmeiras, de 1975 a 1979. Na época, veio do Remo e encontrou um time em crise, carente de títulos, mas sagrou-se campeão paulista em 1976. "Acho que já fiz minha parte. Mas esta molecada que está aí é muito fraca, não tem garra e não vibra com o time". Seu ex-companheiro da campanha vitoriosa de 1976 e um dos principais ídolos da história do clube, o ex-meia Jorge Mendonça acha que "jamais o Palmeiras poderia estar nesta situação. Só pela tradição, o time não merecia estar na Segunda divisão", diz Mendonça, com uma ponta de mágoa com ex-dirigentes e pela maneira indiferente com que a atual administração trata os ex-jogadores do clube. Mendonça, atualmente, trabalha no "Projeto Bugrinho" do Guarani que reúne crianças carentes. Aos 37 anos e ainda sonhando em ser útil a algum time, o meia Mazinho, tetracampeão mundial pelo Brasil em 1994, lembra com orgulho das suas principais conquistas com a camisa palmeirense, entre 1993 e 1994 - paulista e duas vezes brasileiro. Morando no Rio, ele defendeu o Vitória em 2001, e vê com nitidez os problemas que atormentam os jogadores. "Essa história de Segunda divisão pesa muito para um clube forte como o Palmeiras, a cabeça dos jogadores de nome, como Zinho e Marcos, ficam a mil". Mas ele acha que existe uma saída: "União, trabalho e a mentalização de que o time está na segunda divisão neste momento, mas que precisa sair dali o mais rápido possível".

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