César Greco|Ag. Palmeiras
Time trabalha em Atibaia para reagir César Greco|Ag. Palmeiras

Ex-jogadores sugerem trabalho dobrado para Palmeiras superar crise

Ídolos pedem união e presença de líderes para equipe reagir no ano

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

30 de março de 2016 | 07h00

União, foco nos treinos e trabalho de motivação dos líderes do elenco. Ex-jogadores do Palmeiras ouvidos pelo Estado têm na ponta da língua algumas dicas para tirar o time da fase ruim vivida logo neste começo de temporada. São quatro derrotas consecutivas, problemas com a torcida, risco de duas eliminações e cobranças intensas que pressionam a equipe.

A lanterna no seu grupo no Campeonato Paulista e a situação complicada na Copa Libertadores deixam o grupo sob pressão para as próximas semanas. A comissão técnica resolveu levar o elenco para Atibaia, onde o plantel se concentra para na quinta-feira, para tentar demonstrar algo novo contra o Rio Claro, no Pacaembu. "Não é um time à altura do Palmeiras, mas tem condições de reagir", disse o ex-atacante Leivinha.

Bicampeão brasileiro pelo clube na década de 1970, o ex-jogador recomendou que o técnico Cuca seja poupado das criíticas. Contratado há cerca de duas semanas, o treinador acumula quatro derrotas seguidas. "O que pode explicar a má fase são os problemas internos. O Cuca é o que menos tem culpa. Os jogadores vão ter que se organizar e resolver", afirmou.

Para Leivinha, o momento é de jogadores mais experientes e de perfil de liderança, como o goleiro Fernando Prass e o meia Zé Roberto, tomarem a atitude de conversar com os colegas e discutirem mudanças. O goleiro, aliás, apareceu no treino desta quarta-feira com a cabeça raspada, mesmo visual adotado depois do título da Copa do Brasil, no ano passado.

O ex-zagueiro Tonhão concorda com Leivinha e pediu para os líderes atuarem em reuniões internas. "É preciso ter reação, buscar algo a mais. Tem que se concentrar no trabalho do Cuca e apostar em que tem mais experiência", afirmou o defensor, bicampeão brasileiro pelo clube em 1993 e 1994. O defensor também criticou a formação do elenco. "Tem que reduzir o plantel. Tem mais de 40 jogadores. Fica difícil treinar todo mundo."

Os ataques mais pesados à fase do Palmeiras vieram do ex-atacante Edmundo. À TV Bandeirantes, o jogador afirmou que o elenco necessita de mais empenho para melhorar. "Falta vontade, garra e determinação. Tem muita chuteira rosa. Eles ficam cinco horas fazendo uma tatuagem no braço, mas não treinam para aprimorar o passe. Os erros são excessivos. Falta coragem", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.