Dale de la Rey / AFP
Dale de la Rey / AFP

Ex-Manchester United, Zaha descreve período no clube como 'inferno'

Atacante revela ter sofrido de depressão e que não recebeu apoio do time enquanto esteve lá

O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2018 | 12h19

Wilfried Zaha passou pelo Manchester United em 2013 e não viveu dias felizes no clube. Em entrevista ao site ShortList, o atacante marfinense, hoje no Crystal Palace, revelou que sofreu depressão e não recebeu apoio de ninguém no clube. Além disso, também justificou a decisão por defender a seleção da Costa do Marfim e não a da Inglaterra.

Zaha foi a última contratação de Alex Ferguson antes da aposentadoria, o centroavante não teve a oportunidade de atuar com o técnico. Logo na sequência, o clube passou a ser treinado por David Moyes e Zaha teve poucas chances em jogos oficiais, entrando em campo apenas na Supercopa da Inglaterra (torneio de um jogo só) e em duas partidas do Campeonato Inglês. Ao falar sobre o período no Manchester, o atleta diz que foi um "inferno".

"Eu passei por muita coisa com o United, com a Inglaterra. Haviam rumores de que eu não estava jogando porque havia dormido com a filha do treinador e ninguém no clube tentou negar. Então eu estava lutando com meus demônios por mim mesmo, contra esses boatos que eu sabia não serem verdade", relata.

O atacante cita mais motivos para seu desapontamento. "Eu estava lidando com isso aos 19 anos, vivendo em Manchester por mim mesmo, longe de todos, porque o clube tinha um espaço onde eu vivia. Eles não me deram um carro, como para todos os outros jogadores. Nada. Eu estava vivendo esse inferno, longe da minha família.  Quando eu estava no United eu tinha dinheiro, mas ainda assim estava mal e depressivo. As pessoas pensam que sua vida é diferente porque você tem dinheiro, você tem fama, então não te tratam da mesma maneira", contou.

Com todos os problemas, Zaha jogou apenas seis meses no Manchester United. Contratado na janela do meio de 2013, foi emprestado ao Cardiff em janeiro de 2014. Depois de mais um semestre, voltou ao Crystal Palace, onde começou a carreira, primeiro por empréstimo e a partir de 2015, em definitivo. É titular na equipe desde então.

Ao ser perguntado sobre a escolha de atuar pela Costa do Marfim e não pela Inglaterra, o atacante afirmou que poderia não ter oportunidades na equipe inglesa, e por isso decidiu pela seleção africana. Mesmo sem os possíveis acordos publicitários que poderia vir caso jogasse pelo time europeu, Zaha afirmou que queria ser amado, como é entre os marfinenses, e não se arrepende da decisão.

 

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