Mourão Panda/América
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Ex-Palmeiras, Luan vira artilheiro e reencontra a felicidade no América-MG

Atacante divide o posto de goleador da equipe com o meia Ruy e diz viver um de seus melhores momentos da carreira

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2017 | 07h00

Artilheiro do América-MG na Série B, ao lado de Ruy, com seis gols, Luan pode finalmente voltar a sorrir com o futebol. O atacante, com passagens por Cruzeiro e Palmeiras, entre outros, comanda a equipe mineira, que lidera a competição com 44 pontos, dois a mais que o vice-líder Internacional. Livre de lesões, ele reencontrou a alegria de jogar futebol em Belo Horizonte.

“Estou muito confiante e, sempre que você está feliz em um lugar, tudo começa a dar certo. Estou procurando fazer o trabalho como o professor (técnico Enderson Moreira) para evitar lesões. O time me abraçou e isso dá muita motivação. Sei que o América não é tido como um time grande, mas ele está sendo muito grande para mim”, disse o atacante ao Estado

Autor do gol da vitória sobre o Paysandu, na última rodada, resultado que colocou a equipe na liderança, Luan destaca o bom ambiente do América e o fato de conseguir jogar em paz, sem que ninguém pegue no pé ou faça ameaças, como acontecia nos tempos de Palmeiras.

“A gente se respeita por igual no América. Mesmo quem não está jogando não fica fazendo bico, como já aconteceu em outros clubes. Claro que todo mundo quer jogar, mas tem respeito aqui”, destacou. “A torcida apoia bastante, e trabalhar com a cabeça boa é sempre melhor”, completou.

Luan chegou ao Palmeiras em 2010, saiu em 2013 e voltou em 2016, quando teve uma rápida passagem até ser emprestado ao Atlético-PR. No time alviverde sofreu com a torcida palmeirense, que chegou até a arremessar uma bomba caseira próxima de seu carro.

“Time grande tem essas coisas e a gente precisa entender a paixão da torcida, mas violência no futebol tem que acabar. Aqui não tem nada disso e está bom demais”, comemorou.

Experiente na arte de lidar com as críticas, principalmente da torcida do Palmeiras, Luan dá conselhos para Egídio e Borja darem a volta por cima no clube. “Eles não chegaram ao Palmeiras à toa e não esqueceram de jogar bola. É uma questão de confiança. O negócio é trabalhar e esquecer as críticas para mostrar trabalho em campo.”

Um fato curioso é que, embora tenha chegado ao Palmeiras em 2010, o atacante ainda tem contrato com o time alviverde. Ele renovou o vínculo, que se encerra no fim do ano. A tendência é que fique livre para procurar clubes em 2018.

O assunto não é algo que preocupa o jogador no momento. Como ficará no América-MG até o fim do ano, seu foco é ajudar a equipe mineira a subir para a Série A do Brasileiro e em dezembro definir o futuro.

Baseando-se no número de jogos e gols marcados, Luan vive o melhor momento da carreira. Foram 20 partidas (sendo 19 deles iniciando como titular) e seis gols marcados, o que dá uma média de 0,30 gols por jogo. No Cruzeiro, fez os mesmos seis gols, mas em 24 partidas. 

Artilharia e acesso. Apesar da liderança do torneio, o foco do América não é o título, mas sim, garantir o acesso o quanto antes. A partida desta sexta-feira, contra o Ceará, inclusive, é tratada com ares de decisão já que o time nordestino aparece em quinto lugar, com 34 pontos e pode se aproximar caso vença em casa.

“Vamos focar no acesso primeiro para depois falar de título”, disse o atacante, que já ganhou três vezes o Brasileirão (2013 e 14 pelo Cruzeiro e 2016 no Palmeiras)

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