Jorge Saenz/AP
Jorge Saenz/AP

Ex-presidente da Conmebol é extraditado aos Estados Unidos

Dirigente foi preso em Zurique no dia 3 de dezembro

Jamil Chade, correspondente na Suíça, O Estado de S. Paulo

15 de dezembro de 2015 | 16h46

O ex-presidente da Conmebol, Juan Napout, foi extraditado nesta terça-feira da Suíça para os EUA, onde será julgado por corrupção em Nova Iorque. O dirigente foi preso em Zurique no dia 3 de dezembro, na segunda rodada de indiciamentos da Justiça dos EUA. Ele estava na Suíça para encontros na Fifa e se hospedava no mesmo hotel onde, em maio, José Maria Marin foi detido. 

Napout, porém, optou por aceitar a extradição e não prolongar sua prisão na Suíça, como ocorreu com Marin e outros dirigentes, como o uruguaio Eugênio Figueredo. Em Nova Iorque, ele vai responder por crimes de fraude e corrupção, o que lhe poderia valer até 20 anos de prisão. 

No indiciamento da Justiça dos EUA, Napout é citado como tendo recebido propinas para a Copa América e na Taça Libertadores da América, em troca de acordos comerciais e de televisão. 

Nesta terça, a Justiça da Suíça informou que Eduardo Li, o ex-presidente da Federação de Futebol da Costa Rica, retirou seu recurso e também aceitou sua extradição aos EUA. Ele havia sido preso no dia 27 de maio, mas recorreu em todas as instâncias possíveis seu envio para Nova Iorque. 

Nos EUA, o processo já indiciou 27 pessoas. Mas apenas um pequeno número de dirigentes já estão sendo julgados. Marin, amanhã, terá sua segunda audiência diante de um juiz, enquanto seus advogados continuam no processo para garantir o dinheiro necessário para pagar por sua fiança, avaliada em US$ 15 milhões.

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