Ex-presidente da Conmebol ganha alta de hospital e volta à prisão no Uruguai

O ex-presidente da Conmebol Eugenio Figueredo, que está preso por suspeita de fraude e lavagem de dinheiro, recebeu alta neste sábado do hospital onde chegou a ser internado, em Montevidéu, no Uruguai, onde prestou depoimento na última sexta-feira. Após deixar o local, ele voltou à prisão, onde foi colocado depois de a juíza Adriana de los Santos aceitar o pedido feito pelo promotor Juan Gómez, que solicitou a detenção do ex-dirigente enquanto o mesmo estiver sendo processado.

Estadão Conteúdo

26 de dezembro de 2015 | 20h02

Extraditado da Suíça depois de ter sido preso por envolvimento no escândalo de corrupção que manchou o futebol em 2015 e envolveu uma série de dirigentes da Fifa, entre eles José Maria Marin, ex-presidente da CBF, o ex-mandatário da Confederação Sul-Americana de Futebol chegou ao Uruguai na última quinta e já foi imediatamente encaminhado a um tribunal para prestar depoimento.

Aos 83 anos de idade, Figueredo tem a saúde frágil e foi internado após ter um mal-estar, mas depois foi liberado do local após ser submetido a exames, confirmou a advogada de defesa Karen Pintos, neste sábado. Ela chegou a pedir que seu cliente ficasse em prisão domiciliar, tendo em vista o fato de já ter idade avançada e enfrentar problemas de saúde, mas a solicitação foi negada pela Justiça.

Figueredo conseguiu ser extraditado ao Uruguai, como desejava, ao invés dos Estados Unidos, que foi quem comandou a operação executada na Suíça. O Ministério da Justiça suíço entendeu que em seu país natal o ex-dirigente poderia ser julgado por outros crimes, que não seriam considerados nos EUA.

Na última sexta-feira, Figueredo se declarou culpado de fraude e lavagem de dinheiro enquanto liderava a Conmebol, entidade na qual ele foi vice-presidente entre 1993 e 2013, ano em que assumiu a presidência. Por meio de um comunicado divulgado pela promotoria, ele reconheceu que "são evidentes as movimentações indevidas de dinheiro na Confederação (Sul-Americana de Futebol) e, pelos contratos que esta assinava, ao assumir o cargo de presidente, procurou ''legalizar'' o ''dinheiro sujo'' que dividiam", no que se tornou "uma rede de corrupção que arruinou o futebol sul-americano, uma impunidade que se manteve durante décadas".

Em uma tentativa de impedir que Figueredo fosse enviado a Nova York, autoridades uruguaias pediram aos suíços sua extradição ao país, alegando que também o investigam por corrupção.

No dia 17 de setembro, os suíços já haviam autorizado a extradição do uruguaio para Nova York, mas Figueredo entrou com um recurso. Semanas depois, foram as autoridades de Montevidéu que pediram sua extradição. O uruguaio, durante o processo, chegou a entrar com um recurso pedindo para esperar pelo processo em prisão domiciliar. Os suíços também rejeitaram este pedido.

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