Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Ex-presidentes do São Paulo se unem contra Juvenal Juvêncio

Enquanto tentam criar a chapa para eleições, Kalil Abdalla e Marco Aurélio Cunha ganham apoio de cardeais

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

29 de agosto de 2013 | 07h30

SÃO PAULO - Enquanto trabalham para viabilizar uma chapa para concorrer nas eleições do ano que vem, Kalil Rocha Abdalla e Marco Aurélio Cunha vão angariando aliados importantes e minando a resistência do presidente do São PauloJuvenal Juvêncio. O ex-diretor jurídico e o ex-superintendente têm quatro ex-presidentes que prometem empenhar todos os esforços para eleger Kalil: José Douglas Dallora, José Eduardo Mesquita Pimenta, Fernando Casal de Rey e Paulo Amaral já conversam com a dupla e traçam planos para emplacar a candidatura.

Os acordos foram costurados enquanto Marco Aurélio aparecia como única voz de oposição e criticava o terceiro mandato de Juvenal. Paralelamente, ele conversava com os ex-presidentes e alinhava com Kalil a candidatura. “Isso é uma coisa conhecida dentro do clube; eles já estão trabalhando conosco abertamente para trazermos as mudanças que precisamos no São Paulo”, disse Marco Aurélio ao Estado.

Pimenta e Casal de Rey são dois nomes de enorme prestígio no clube e remetem o torcedor à época mais vencedora do clube. Juntos - o primeiro como presidente e o segundo como diretor de futebol - conquistaram o bicampeonato da Libertadores e Mundial na época do supertime de Raí e Telê Santana. Ainda hoje os dois são lembrados com carinho pelos torcedores e adicionam ainda mais peso à futura chapa, que ganhou corpo tão logo Kalil e Marco Aurélio anunciaram a união. Paulo Amaral teve a gestão marcada pelo afastamento de Rogério Ceni por 29 dias após o imbróglio da suposta proposta do Arsenal; Dallora não colheu grandes feitos.

Enquanto fortalecem os alicerces externos, a dupla acerta os ponteiros para o caso de uma vitória da chapa. Algumas declarações recentes de Kalil de que pretendia ser um candidato de consenso deram margem a especulações sobre um eventual afastamento de Marco Aurélio - Juvenal cogita apoiar o pré-candidato se ele deixar o desafeto fora da gestão -, mas o próprio conselheiro rebate. “Isso nunca existiu, a chance é zero. O que o Kalil diz é que não pretende fechar as portas para os quadros competentes dessa administração, no que dou total razão a ele e sempre fui o primeiro a defender. Somos democratas.”

Se o campo oposicionista se articula com desenvoltura, a situação segue em momento de apreensão. A recente internação de Juvenal diminuiu o ritmo do presidente e posterga ainda mais a escolha do opositor. Não há consenso.

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