Gabriela Bilo/Estadão
Gabriela Bilo/Estadão

Ex-vice do São Paulo ataca divulgação do áudio: 'É baixaria'

Citado em gravação, Douglas Schwartzmann promete reagir

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

17 de dezembro de 2015 | 16h02

O ex-vice presidente de comunicações e marketing do São Paulo, Douglas Schwartzmann, atacou nesta quinta-feira a divulgação do áudio da conversa entre Ataíde Gil Guerreiro e Carlos Miguel Aidar em que ele é citado por pedir comissões de 15% em contratos feitos pelo clube. Schwartzmann afirmou que a atitude do clube foi baixa e covarde, por não permitir a sua defesa.

O São Paulo divulgou nesta quinta-feira os 17 minutos do áudio em que o vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, gravou uma conversa com o então presidente, Carlos Miguel Aidar, na noite de 3 outubro. O intuito era produzir provas para mostrar irregularidades do mandatário no cargo, como o desvio de dinheiro em transferências.

"Foi uma baixaria, uma covardia divulgar um áudio que não foi divulgado antes para o Conselho Delibertativo e sem prova alguma", criticou Schwartzmann. O ex-dirigente afirmou que vai notificar judicialmente Ataíde e Aidar para que comprovem as acusações contra ele. "Vou pedir para a Comissão de Ética investigar esse áudio. É falta de decoro, não apresentaram prova alguma."

Schwartzmann é citado na gravação em dois momentos principais. Em um deles, recebe críticas de Ataíde por ter pedir 15% de comissão para um possível acordo de instalação de uma hamburgueria no estádio do Morumbi. "Já notifiquei a hamburgueria sobre isso. Jamais tivemos conversas com essa empresa", defendeu-se o ex-dirigente. Em outro trecho, Ataide e Aidar dizem que o destino da comissão de parte do contrato com a Under Armour é para o americano Jack Banafsheha, parceiro comercial do ex-vice de marketing.

O ex-dirigente afirmou que antes de renunciar, Aidar lhe mandou uma carta assinada em que garantiu a lisura do seu trabalho. "Nada há contra você, afirmo, e repetirei isso sempre. Sou testemunha da sua honradez", diz o texto. "Você, sou testemunha, não pediu comissão alguma a quem quer que seja e em negócio algum, muito embora tenha trazido importantes recursos ao clube", escreveu o ex-presidente.


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