Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE

Explosão e acidente fazem operários da obra do Maracanã entrarem em greve

Funcionários ficaram revoltados com a demora no atendimento de um colega ferido

Leonardo Maia, estadão.com

17 de agosto de 2011 | 17h37

RIO – Um acidente na manhã desta quarta-feira nas obras de adequação do Maracanã para a Copa do Mundo 2014 precipitou uma paralisação dos operários, que exigem do consórcio “Maracanã Rio 2014” aumento salarial e a disponibilização de um plano de saúde. Atualmente, os 1.500 funcionários trabalham amparados apenas por um plano limitado do sindicato.

O consórcio emitiu nota na noite desta quarta confirmando o acidente envolvendo Carlos Felipe da Silva Pereira e a demanda dos trabalhadores. Os operários ameaçam manter a paralisação nesta quinta.

Vale lembrar que o término da reforma do estádio carioca para a abertura da Copa está previsto para dezembro de 2012, mas algumas autoridades do Rio questionam o prazo e acham que a obra não fica pronta antes de fevereiro de 2013.

Segundo a nota do consórcio, um acordo coletivo com a categoria e o sindicato foi fechado em 19 de abril, abrangendo o período de fevereiro de 2011 a janeiro de 2012. Sobre o acidente, informou que o funcionário sofreu fratura no joelho. Após os primeiros socorros, foi encaminhado de ambulância para o Hospital Souza Aguiar. A Secretaria Municipal de Saúde informou que Carlos Felipe foi transferido no início da noite para uma hospital particular.

Reclamação. Carlos se feriu ao cortar um barril com uma solda, que explodiu, o arremessando a uma distância de dois metros e causando fraturas e queimaduras. O acidente acelerou uma manifestação por melhores condições de trabalho e aumento salarial já planejada.

“Paramos às 11h30 para o almoço e só voltamos para bater o ponto e ir embora, por volta das 16h. Eles nos pagam R$ 1.180 quando todas as empresas pagam acima disso. Além do mais, não temos planos de saúde nenhum. Estamos correndo riscos”, disse ao Jornal da Tarde um montador que não quis se identificar.

A Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro (Emop) também emitiu nota em que informa acompanhar “a evolução das negociações para reinício dos trabalhos.”

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