Fernando Cartagena / AFP
Fernando Cartagena / AFP

Expulsão contra o Bragantino pode deixar Ceni fora do São Paulo por até 16 jogos

STJD enquadra treinador em artigos sobre participar de tumulto e assumir conduta contrária à disciplina ou ética desportiva

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2022 | 22h33

A expulsão no empate diante do Red Bull Bragantino, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, no último dia 23, poderá levar Rogério Ceni a enfrentar uma punição de 16 jogos. O treinador foi denunciado em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

O motivo da animosidade foi a atuação do quarto árbitro Salim Fende Chávez, que solicitou ao juiz principal, Bruno Arleu de Araújo, a advertência ao técnico são-paulino.

Em seu discurso, Ceni negou qualquer tipo de ofensa a Chavez e contou ainda que havia solicitado ao delegado da partida que desse o seu ponto de vista sobre o amarelo recebido momentos antes. Ainda segundo o treinador do São Paulo, esse atrito fez com que o quarto árbitro solicitasse a sua expulsão.

“Calleri saiu machucado, não pôde entrar por trás do gol. Gritei com o médico para levá-lo para a lateral, para não ficarmos com um a menos. Saí da área técnica. Quando voltei, ele veio provocando o enfrentamento para dar o cartão”, disse Rogério, após a partida.

O técnico afirmou que gostaria de justificar na súmula o seu ponto de vista, de que quem provocou o cartão foi quarto árbitro. “Não ofendi, não xinguei ninguém, só saí da área médica para falar com o médico. O cara fez sacanagem.”

Na súmula, Araújo relatou: "Por sair deliberadamente de sua área técnica, discordando e protestando com gestos na direção do 4º árbitro, sr. Salim Fende Chaves, proferindo as seguintes palavras: "Arbitragem caseira!". Informo ainda que, após a expulsão, o mesmo (Rogério Ceni) ficou rodeando o 4º árbitro, ocasionando um tumulto, oferecendo resistência para sair do campo de jogo e somente se retirando após auxílio de integrantes de sua comissão técnica.

O STJD enquadrou Ceni em dois artigos: 257 (participar de rixa, conflito ou tumulto, durante a partida, prova ou equivalente) e o 258 (assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código). A pena máxima desses casos pode atingir 16 partidas.

Ceni, que ficou de fora do banco de reservas no clássico diante do Santos para cumprir suspensão por causa do cartão vermelho, vai comandar o São Paulo, nesta quinta-feira, na Arena Barueri, no duelo de volta Perla terceira fase da Copa do Brasil. Em Caxias do Sul, as equipes empataram por 2 a 2.

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