Expulso em clássico, Roberto Carlos deixa Vila sem falar

Roberto Carlos deixou a Vila Belmiro, neste domingo, sem dar entrevista. Evitou ter de responde sobre o seu segundo clássico e o segundo cartão vermelho. Os lances tanto do primeiro cartão amarelo (o pênalti em Marquinhos) quanto do segundo, que gerou o vermelho (simulação de pênalti, segundo o árbitro) foram discutíveis. Mas Mano Menezes, mais uma vez, precisou conversar com o jogador no vestiário e pedir mais cuidado, como fez após a vitória de 1 a 0 sobre o Palmeiras.

MARCEL RIZZO, Agencia Estado

28 de fevereiro de 2010 | 22h20

Quem saiu em defesa do lateral foi o presidente Andrés Sanchez que, ao lado de Ronaldo, conseguiu convencer Mano a aceitar a contratação no fim do ano passado. O técnico estava reticente porque temia o comportamento do jogador fora do campo.

Por enquanto, não teve problema neste quesito. Mas Roberto Carlos levou vermelho contra Palmeiras e Santos e deu pontapé em rival do Racing uruguaio, na última quarta-feira, que irritou Mano porque poderia ter gerado expulsão. "O Roberto Carlos está jogando bem. A expulsão hoje foi injusta. Ele é um jogador experiente e vai saber dar a volta por cima com relação a essas expulsões", disse Sanchez.

Mano Menezes não acha que seu time está nervoso ou que uma conquista de Libertadores, na temporada que o clube completa cem anos, esteja pressionando seus atletas, o que reflete em expulsões e atuações abaixo da média.

Ele avaliou que poderia até ter saído da Vila Belmiro como "gênio" porque mudou a equipe no intervalo, estava com dois a menos e Tcheco quase empatou a partida. "Futebol é assim. Você perde um jogo no Paulista e dizem que não tem interesse na competição. Mas se vence por 3 a 0, como contra o Mogi Mirim, está na luta pelo título".

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