Expulsões preocupam Nelsinho Baptista

O alto índice de expulsões no time do São Paulo, quatro em três jogos (três no jogo contra o Jundiaí e um contra o Guarani), provocou uma conversa séria entre o técnico Nelsinho Baptista e os jogadores. "Estamos tomando cartões sem necessidade, como por reclamação", avalia o treinador. "Com isso, o jogador já fica pendurado e lances que seriam apenas para cartão amarelo acabam por tirá-lo da partida."O treinador cita, por exemplo, o caso da expulsão de Jean contra o Guarani, na quarta-feira. Na opinião de Nelsinho, a falta que originou o segundo cartão amarelo do zagueiro era inevitável, pois, caso contrário, o adversário ficaria em condições de marcar. No entanto, técnico e jogadores admitiram que a ausência do zagueiro afetou o esquema 3-5-2 e permitiu a reação do Guarani.A partir do jogo contra o Fluminense, no domingo, Nelsinho não quer que o problema volte a ocorrer. A preocupação é compreensível, uma vez que o adversário apresenta o melhor ataque do Rio-São Paulo e a expulsão de um único jogador pode significar a perda de pontos importantes na tabela.O zagueiro Emerson diz que o São Paulo não tem a reputação de time violento, mas admite o receio de "marcação" mais cerrada da arbitragem caso as expulsões continuem a acontecer.Esquema - Nelsinho recebeu duas boas notícias nesta sexta-feira. A primeira é que o zagueiro Wilson renovou contrato, o que lhe permitirá o uso de três zagueiros. "Mas ainda não sei se vou utilizar o esquema 3-5-2 contra o Fluminense", disse o treinador, sobre o sistema que o ajudou a garantir a primeira vitória do Tricolor no Rio-São Paulo.A outra novidade é a confirmação de que poderá contar com o lateral Belletti e o meia Kaká, convocados para a seleção brasileira. O técnico, no entanto, não sabe se os dois terão condições de jogar os 90 minutos. "O Kaká não chegou a ficar muito tempo em campo e deve jogar. Mas ainda preciso falar com o Belletti, que jogou quase a partida inteira contra a Bolívia, e ver como ele está se sentindo", explica Nelsinho. O treinador, porém, não deve abrir mão do lateral que, se não puder jogar toda a partida, atuará em parte dela.

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