Extremistas sossegam na Copa América

O governo da Colômbia pode ficar menos aprensivo quanto à segurança na Copa América. As Autodefesas Unidas (AUC), principal grupo paramilitar do país, garantiram que não vão boicotar o torneio sul-americano, entre 11 e 29 de julho. Em comunicado oficial em sua página na Internet, os extremistas de direita - ligados também a narcotraficantes - mostraram-se "indignados" com acusações feitas pela revista Cambio, que os aponta como responsáveis por atentados a bomba que deixaram, nas últimas semanas, 12 mortos e 150 feridos. "No uso do direito de réplica, protestamos contra a publicação irresponsável", diz o documento das AUC. "É infundado dizer que sabotamos este evento espetacular. Ao contrário, damos as boas-vindas à Copa América." O torneio esteve ameaçado de transferência de sede por causa de atentados em Bogotá, Cáli, Medellin, Pereira e Barranquilla, que receberão jogos. A confirmação da Colômbia veio apenas na terça-feira, depois de reunião extraordinária da Confederação Sul-Americana de Futebol.

Agencia Estado,

06 de junho de 2001 | 19h05

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