Edgar Su/Reuters
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Fã de rotina, Djokovic sofre com incerteza do retorno às quadras

Tenista pede para que as decisões sejam divulgadas de forma mais claras

Silvia Recchimuzzi em Gdansk, Reuters

30 de abril de 2020 | 13h57

O tenista número 1 do mundo, Novak Djokovic, disse que tem dificuldades de lidar com a incerteza sobre o momento em que seu esporte pode recomeçar após paralisação no início de março devido ao novo coronavírus.

O tênis está suspenso até pelo menos meados de julho por causa do vírus, que já infectou mais de 3,19 milhões de pessoas e matou quase 227.000, segundo contagem da Reuters.

“Para nós, tenistas, é importante que o calendário seja claro”, afirmou Djokovic à Sky Sport Italia. “Oficialmente é 13 de julho, mas muitas pessoas dizem que é difícil começarmos novamente nesse dia.”

“Para mim é importante ter uma rotina, é difícil continuar esperando esse dia. Treino todos os dias na academia, corro em casa, brinco com meus filhos e isso também é um trabalho árduo.”

“No começo, eu estava mentalmente confuso, porque (o tempo) não estava claro. Conversei com minha equipe, tentei treinar todos os dias, apesar de não seguir estritamente a preparação”, completou.

Djokovic estava em ótima forma antes de o circuito parar. Ele venceu a ATP Cup com a Sérvia, conquistou o oitavo título do Aberto da Austrália e o quinto triunfo no Dubai Tennis Championships, estendendo sua série invicta para 21.

O vírus forçou o cancelamento de Wimbledon deste ano pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, enquanto o Aberto da França foi remarcado para 20 de setembro a 4 de outubro, logo após o final do Aberto dos EUA.

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