Eddie Keogh/Reuters
Eddie Keogh/Reuters

FA nega ter forçado adeus de Terry à seleção inglesa

Jogador disse que julgamento da Federação por racismo mesmo após a justiça o ter inocentado tornou a situação insustentável

AE-AP, Agência Estado

24 de setembro de 2012 | 10h37

LONDRES - Um dia depois de John Terry ter anunciado que não irá mais defender a seleção inglesa, a Associação de Futebol da Inglaterra (FA, na sigla em inglês) se pronunciou oficialmente para lamentar a decisão do zagueiro do Chelsea e negar que tenha forçado a aposentadoria do jogador do time nacional. No último domingo, o atleta de 31 anos disse que se tornou "insustentável" a sua permanência na seleção após a entidade ter o levado a julgamento por supostas ofensas racistas a Anton Ferdinand, do Queens Park Rangers, mesmo após ele ter sido inocentado pela Justiça.

Alex Horne, secretário-geral da FA, qualificou a atitude de Terry como uma "decisão pessoal" e rebateu: "Eu não vejo como nós fizemos isso ficar insustentável. São dois processos completamente distintos. Foi algo que aconteceu numa partida. Não deveria tomar um ano para ser resolvido, mas sinto que estamos chegando a uma conclusão sobre isto".

Horne se referiu ao fato de que a FA iniciou nesta segunda-feira o julgamento de Terry pelo caso de racismo no qual o zagueiro se envolveu durante um jogo do Campeonato Inglês realizado em outubro do ano passado. Após o ocorrido, o jogador pôde seguir defendendo a seleção inglesa, mas a repercussão negativa do caso acabou fazendo com que ele perdesse a condição de capitão do time nacional, em fevereiro passado.

Por meio de um comunicado publicado em seu site oficial, publicado nesta segunda-feira, a FA agradeceu Terry por "todos os seus esforços com a equipe nacional na última década" e ressaltou que durante as suas 78 atuações com a camisa da Inglaterra ele sempre mostrou "total comprometimento com a seleção".

No mesmo comunicado, o técnico da seleção inglesa, Roy Hodgson, lamentou a decisão de Terry, destacando também o comprometimento do defensor com a seleção inglesa. "É claro que estou desapontado por perder um jogador da experiência internacional de John e de habilidade excepcional", disse o comandante.

"Eu desfrutei de um bom relacionamento com John durante o meu tempo como técnico da Inglaterra e eu, relutantemente, aceitei sua decisão. Eu posso também confirmar que ele teve a delicadeza de me ligar antes de anunciar sua aposentadoria da seleção inglesa", completou Hodgson, antes de finalmente desejar um boa continuidade de carreira a Terry, agora apenas como jogador do Chelsea.

Se for considerado culpado no julgamento iniciado nesta segunda-feira, Terry poderá receber uma punição da FA, que recentemente suspendeu o atacante do Liverpool Luís Suárez por oito partidas, depois de o uruguaio ter proferido ofensas racistas ao lateral Evra, do Manchester United. 

Tudo o que sabemos sobre:
futebolInglaterraJohn Terry

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.