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FA pede desculpas a jogadoras da seleção inglesa vítimas de racismo de ex-técnico

Mark Sampson pediu a atacante nigeriana que não levasse os seus familiares a uma partida 'devido ao risco do vírus Ebola'

Estadão Conteúdo

18 Outubro 2017 | 18h58

A Associação Inglesa de Futebol (FA, na sigla em inglês) pediu desculpas nesta quarta-feira a duas jogadoras da seleção feminina nacional que foram vítimas de ofensas raciais por parte do ex-treinador da equipe, Mark Sampson, demitido do cargo após uma investigação realizada pela entidade que administra o futebol inglês.

Mark Sampson foi absolvido da acusação após uma apuração prévia do caso feita pela FA, mas foi alvo de nova investigação sobre a sua conduta com as jogadoras Eni Aluko e Drew Spence e houve uma mudança em relação ao entendimento do caso.

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"Cheguei à conclusão de que em duas ocasiões distintas, MS (Sampson) fez comentários imprudentes em torno de brincadeiras que, para fins legais, foram racistas", segundo palavras da advogada Katharine Newton, nesta quarta-feira, antes de uma audiência no Parlamento Britânico sobre o tema.

Em um dos comentários considerados ofensivos, em 2014, Mark Sampson pediu à atacante Eni Aluko, uma nigeriana naturalizada inglesa - que atua pelo Chelsea -, que não levasse os seus familiares a uma partida da seleção devido ao risco de disseminação do vírus Ebola.

O diretor executivo da FA, Martin Glenn, pediu desculpas às duas atletas pela atitude antes da reunião desta quarta-feira, realizada em Londres. No entanto, Eni Aluko disse aos legisladores que a conduta anterior do dirigente soava quase como uma chantagem por ameaçá-la com o não pagamento de 80 mil libras (cerca de R$ 335 mil) provenientes de um acerto econômico, caso a jogadora não publicasse um comunicado no qual afirmaria que a FA não havia sido "institucionalmente" racista.

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