Fábio Costa dispara contra a imprensa

No vestiário, antes do jogo, Fábio Costa pediu a palavra. Disse aos companheiros uma frase direta. "Ele falou para a gente que esse clássico é assim: tem de deixar o sangue em campo. Foi o que fizemos", contou Carlos Alberto. Vencer o jogo era questão de honra para o goleiro. Com raiva de jornalistas, queria fazer um grande jogo. E fez, principalmente, aos 29 minutos do segundo tempo, quando salvou em seu canto esquerdo baixo, uma bicicleta de Osmar. "Vida de goleiro é assim. Hoje, fiz uma boa partida e me elogiam. Estou preparado, só não gosto de críticas maldosas de quem não tem condições de analisar nada."Ele explica o que aconteceu. "No meio da semana, eu treinei no time reserva porque o Passarella gosta de ver o goleiro titular enfrentando o ataque titular. Falaram que eu ia para o banco de reservas. Acontece que o pessoal não vê o treino. Fica tomando refrigerante e comendo sanduíche e escreve as coisas sem averiguar", disse.A bronca com os jornalistas não parou aí. "Tem outro que fica criticando, criticando, mas quando o jogador vai no programa dele, ele tenta até sentar no colo do jogador", completou. Agora, Fábio Costa tem o pensamento todo voltado para o jogo contra o Cianorte, dia 6 de abril, uma quarta-feira. O Corinthians precisa vencer por quatro gols de diferença. "Essa vitória de hoje dá muita tranqüilidade para o nosso time. Vamos treinar muito, fazer tudo o que o Passarella pedir porque é possível vencer esse jogo e ficar com a vaga. Não podemos errar tanto como naquele dia."Ele viu algumas falhas no jogo deste domingo também. "Houve umas jogadas de bola parada em que a gente vacilou. Mas, o importante é que conseguimos vencer o primeiro clássico do ano. E ainda mais contra o Palmeiras. Isso é muito bom para o nosso grupo." Passarella foi só elogios ao seu goleiro. "Fez ótimas defesas e possibilitou que nosso time tivesse calma para manter o resultado."

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