Fábio Costa: sem ódio nem pressa

Nunca Fábio Costa fez tanto sucesso no Corinthians como agora. O goleiro chegou do Santos no início de 2003, logo depois de conquistar o título brasileiro com a equipe da Vila Belmiro. Apesar das credenciais, existia no clube uma certa resistência por ele ter vindo exatamente de um dos principais rivais do Timão. Mais de dois anos depois, parece que não existem motivos para os corintianos desconfiarem do camisa 1. E Fábio foi a estrela não só no clássico diante do São Paulo. Contra o Palmeiras, há duas semanas, brecou o ataque alviverde e vibrou como principiante. Sábado passado, mais uma vez se destacou contra o Paraná Clube. ?A felicidade é muito grande. Estou com a sensação de dever cumprido. Isso só vem coroar o momento que estou vivendo. Tenho de agradecer o apoio da diretoria, de meus companheiros e, principalmente, da minha família, que é a base de tudo?, afirma. E lembrar que no início do Brasileiro ele foi afastado por Daniel Passarella por deficiência técnica e por estar acima do peso ? por pouco não foi dispensado. ?Não tenho ódio do Passarella; ele não foi de todo mal. Guardei as coisas boas e deixei passar as ruins. Não tenho de provar nada a ele, mas sim à torcida do Corinthians?, diz o goleirão. A grande fase de Fábio Costa vem a calhar. Ele está em fim de contrato com o Corinthians (31 de dezembro). Apesar de finalmente ter se tornado uma unanimidade, Fábio Costa já avisou que não quer falar em renovação antes do fim do campeonato. ?Na vida, temos de priorizar certas coisas. No momento, o que menos interessa é o vencimento do meu contrato. Após o dia 4 de dezembro (fim do Brasileiro), ainda terei quase um mês antes do retorno das férias para decidir isso?, avisa.

Agencia Estado,

26 de outubro de 2005 | 09h14

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