Bruno Haddad / Cruzeiro
Bruno Haddad / Cruzeiro

Fábio culpa ansiedade por empate e reitera que fica no Cruzeiro mesmo sem acesso

Time fica mais distante da série A após igualdade com o Cuiabá em Belo Horizonte

Redação, Estadão Conteúdo

30 de dezembro de 2020 | 00h27

O Cruzeiro precisava da vitória sobre o Cuiabá na noite desta terça-feira, no Independência, para manter vivo o sonho do acesso à elite do Campeonato Brasileiro. Até por isso os jogadores demonstraram muita ansiedade na hora de finalizar. Essa foi a visão do goleiro Fábio, que destacou o bom comportamento do setor defensivo, mas lamentou as escolhas erradas feitas no momento da conclusão das jogadas. Não é à toa que a partida, pela 32.ª rodada, terminou empatada sem gols.

"Taticamente, principalmente no setor defensivo, todo mundo fez o que tinha que ser feito. Infelizmente a gente dominou a partida toda, mas não marcamos. Como a gente ficou ansioso, querendo demais, escolhendo sempre as piores jogadas, não conseguimos transformar a posse de bola e o trabalho tático em vitória", analisou Fábio.

O novo tropeço como mandante - são 27 pontos perdidos - praticamente decretou que o Cruzeiro vai passar o ano do centenário, em 2021, disputando a Série B. Fábio lembrou ainda a perda de seis pontos, imposta pela Fifa. "Nós perdemos gordura, enquanto outros clubes se distanciaram na frente e, agora, têm gordura para gastar", comparou.

O capitão cruzeirense garantiu que a permanência do time na Série B não vai interferir na sua decisão de permanecer no clube, tanto que já renovou seu contrato. Ele, que já disputou mais de 800 jogos pelo clube, pretende devolvê-lo à elite, algo que considera uma missão pessoal.

"Independente da divisão que for eu vou estar aqui e quem é cruzeirense vai estar junto. Todo mundo sabe das dificuldades que tivemos ao longo do ano, não preciso citar aqui. Quem é cruzeirense vai estar com a gente até o fim. O Cruzeiro vai voltar forte", afirmou o ídolo.

Sem ganhar há quatro partidas, o Cruzeiro tem 41 pontos e está na 11.ª colocação, mais perto da zona de rebaixamento do que o grupo de acesso. Enquanto a diferença para o G4 é de oito pontos, está em seis para a zona degola.

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