Fábio Luciano está liberado pela Fifa

A suspensão de 60 dias aplicada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra o jogador Fábio Luciano não impede, pelo menos até agora, que o atleta atue por seu novo clube, o Fenerbahce, da Turquia. O esclarecimento é da Fifa, que em resposta para a Agência Estado, explicou que apenas a entidade máxima do futebol, em Zurique, pode aplicar uma sanção internacional contra um jogador. Fábio Luciano foi suspenso por ser um dos responsáveis pelo tumulto ocorrido na partida entre o Corinthians e o Santos, no último dia 9. Segundo as regras da Fifa, se o jogador ainda não tivesse sido vendido para outro clube, a pena anunciada pelo STJD teria que ser cumprida, mesmo em outro país. O que beneficia o atleta, porém, é que a transação foi feita poucos dias antes dos incidentes. "Nesse caso, somente uma decisão da Fifa pode estabelecer uma suspensão internacional de um jogador", afirmou a assessoria de imprensa da entidade. Na Uefa, entidade que regula as competições internacionais das quais o Fenerbahce atua, também esclareceu que somente vetaria a participação de Fábio Luciano em seus campeonatos se a decisão viesse da Fifa. Para que a Fifa investigue o caso, porém, a CBF teria que solicitar a entidade que julgasse os atos do jogador. Até a tarde de hoje, a Fifa informava que não existia qualquer processo contra o jogador sendo avaliado pela entidade e que nenhuma entidade no Brasil havia levado o caso de Fábio Luciano à Zurique. Segundo as regras, ainda existe a possibilidade jurídica de que a entidade decida avaliar a situação do atleta mesmo sem um pedido vindo do Brasil. Para isso, o caso teria que ser classificado como "grave" pela Fifa. Dúvidas - Apesar de esclarecido o caso do jogador, a própria Fifa teve dúvidas ao responder para a Agência Estado sobre a situação de Fábio Luciano. O problema é que a lei de transferência de jogadores, em seu artigo 11, afirma que um atleta somente pode ser vendido ao exterior senão estiver cumprindo penas em seu time original. Caso esteja, o time que comprar o jogador deve respeitar a sanção. Mas depois de dois dias de análises, a assessoria jurídica da entidade finalmente chegou a uma conclusão à favor da transferência do ex-jogador do Corinthians, alegando que as sanções foram aplicadas após a venda do atleta.

Agencia Estado,

18 de julho de 2003 | 13h48

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