Fábio Luciano refuta o rótulo de herói do time do Flamengo

Zagueiro vira ídolo da torcida rubro-negra em pouco tempo, mas mantém discurso modesto

Bruno Lousada, O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2008 | 19h43

O xerife da zaga do Flamengo está ferido, mas não vai deixar os companheiros na mão na batalha final da Taça Guanabara (primeiro turno do Campeonato Carioca), contra o Botafogo, domingo, no Maracanã. Ex-Ponte Preta e Corinthians, Fábio Luciano ainda sente dores no braço - dormiu à base de antiinflamatórios -, por conta de um chute de Edmundo no clássico de domingo, mas não admite desfalcar a equipe no próximo fim de semana. Ele afirmou que qualquer sacrifício é válido para alegrar a torcida. Pelo visto, o autor do primeiro gol do time da Gávea na vitória sobre o Vasco, por 2 a 1, já encarnou a mística da camisa rubro-negra.  "No Flamengo, tudo é diferente. É preciso superar seus limites sempre", disse Fábio Luciano, com a firmeza de quem conhece a tradição do clube. O zagueiro declarou que seus sete meses de Flamengo parecem dez anos, por causa da sintonia com a nova casa.Humilde, não se considera um ídolo do clube carioca e rejeita qualquer tipo de comparação com Rondinelli, o Deus da raça da zaga do Flamengo na década de 1970. "Acho que um jogador só atinge esse status com títulos. Mas sei que a torcida tem simpatia por mim."Fábio Luciano, então atacante nas categorias de base da Ponte Preta, virou defensor por acaso. Na verdade, graças ao técnico da equipe, Vanderlei Paiva, que o testou na zaga durante uma partida e aprovou. "Se eu fosse atacante, estaria morrendo de fome", brincou.  Autor do outro gol do Flamengo na vitória sobre o Vasco, o zagueiro Ronaldo Angelim curtiu a vitória ao lado do amigo Fábio Luciano, com quem se entende bem dentro e fora de campo. "Jogo com amor à camisa. Sempre torci pelo Flamengo."Desde pequeno, sua cabeçada se confunde com um chute. "Sou baixinho, mas subo muito". Fábio Luciano elogiou a eficiência da dupla. "Quando encerrar a carreira, vou sempre lembrar de Angelim como um grande companheiro de zaga".

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