Fábio Mahseredjian fala sobre rotina extra-campo da comissão técnica

Preparador físico da seleção brasileira conversa com o Estado

Entrevista com

Fábio Mahseredjian, preparador físico da seleção brasileira

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2017 | 06h00

1. Como é a sua rotina longe dos treinos?

Tentamos acompanhar o tempo jogo de cada atleta pré-selecionado. Tenho uma lista de 35 nomes. Temos cuidado na pré e na pós-convocação. Tento seguir a programação dos clubes para cada jogador, com exercícios corretivos ou preventivos. Mando relatórios aos clubes de tudo o que foi feito na seleção brasileira. O fisiologista do Paris Saint-Germain, por exemplo, nos elogiou muito por esse retorno e disse que nem a seleção francesa faz isso.

2. É possível unificar na seleção a preparação física de jogadores que atuam em ligas tão diferentes?

É muito difícil. Cada país tem as suas peculiaridades. Na China, o campeonato é interrompido 14 dias antes do nosso primeiro jogo, então os convocados de lá chegam ao Brasil para se adaptar ao fuso horário e trabalhar as partes física e técnica. Cada país tem um estilo diferente de treinar e demandas específicas. Um preparador físico uma vez me ligou para que eu desse três gramas de creatina ao dia para um jogador. Esses detalhes são importantes.

3. O seu trabalho inclui também os adversários?

Tenho de analisar o perfil físico dos adversários, para saber, por exemplo, qual lado da defesa é mais lento para se posicionar. Faço um perfil físico individual, com relatórios sobre noção de velocidade, mobilidade e retorno da marcação. Também faço a minutagem deles em campo por seus clubes.

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