Fábio Santos vê chance de vingança

Um menino-chorão de 1994 transformou-se em jogador de futebol e está confirmado no time do São Paulo para o jogo de amanhã contra o Cobreloa, às 19h, no Morumbi. Fábio Santos, que completa 19 anos em setembro, tem lembranças amargas da última partida do São Paulo em seu estádio, pela final da Libertadores, há dez anos: em 1994, contra o Vélez (vitória argentina nos pênaltis).?Fui com meu pai no jogo e chorei muito. Foi uma tristeza enorme. Tenho raiva do Chilavert (goleiro do Vélez naquele jogo) até hoje?, conta Fábio. ?Penso sempre no Palhinha, que era um ídolo e perdeu o pênalti. A carreira dele foi para baixo, é uma mostra de como a Libertadores é importante.?Ele não vê a hora de entrar em campo. Será o encontro com a realidade, depois de sonhar muito tempo com a competição preferida dos são-paulinos. ?Já ganhei a Libertadores muitas vezes. Na cama imagino finais em que o São Paulo ganha com um gol meu. É uma ansiedade grande até o jogo começar, mas depois tudo se acalma e a gente faz de tudo para vencer.?Fábio Santos sabe que não é o armador clássico, aquele que muda o ritmo de jogo, que sabe lançar e tocar, mas acredita que possa fazer com êxito a transição de bola da defesa para o ataque. ?Sou mais dinâmico, mais de carregar a bola e dar velocidade para o time. Do outro lado, tem o Marquinhos que é mais de toque. Essa mistura de estilos pode ser muito bom para nós.?Pela esquerda, ele joga ao lado de Gustavo Nery. ?Eles se revezam muito bem e deixaram o nosso time muito forte pela esquerda?, diz o técnico Cuca, embora relute em confirmá-lo para o jogo (foi titular no coletivo). As outras opções, com poucas chances de serem confirmadas, são Danilo e Souza.?Fábio explica como é seu entrosamento com Nery: ?Quando ele vem de trás com a bola dominada e entra em diagonal, eu volto para cobrir a ausência dele. Quando ele ataca em linha reta, a gente faz tabela. Um dos dois vai para o fundo e faz o cruzamento. Uma das coisas que temos de melhorar é que estamos arriscando poucos chutes. A gente está pensando mais em acertar os cruzamentos. Precisa mudar um pouco isso.?A torcida gostaria de ver Gustavo Nery e Fábio Santos juntos no ataque, pressionando a saída de bola do Cobreloa. Fábio, apesar da ansiedade pelo jogo, garante ser possível atender aos pedidos do técnico Cuca e não às exigências da torcida. ?O jogo é em casa, temos de vencer, mas quem decide a tática é o treinador. Não sei se ele vai se decidir pela marcação sob pressão ou por esperar o time deles. De uma forma ou de outra, vamos vencer.?

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