Gustau Nacarino/Reuters
Gustau Nacarino/Reuters

Fábregas vê maior desafio da vida em volta ao Barcelona

Depois de assinar por cinco temporadas, meia se apresenta cheio de disposição

AE, Agência Estado

15 de agosto de 2011 | 12h27

BARCELONA - Depois de pelo menos dois anos de tentativas, o Barcelona finalmente oficializou no domingo a contratação do meia Cesc Fábregas, do Arsenal. O espanhol assinou contrato por cinco anos nesta segunda-feira e não escondeu a emoção por voltar ao clube onde começou a jogar, ainda nas categorias de base.

De acordo com Fábregas, este será o "maior desafio de sua vida". "Estou preparado para assumir o papel e corresponder. Escolhi o caminho mais difícil, mas mais gratificante para mim. É o maior desafio da minha vida", declarou o jogador, que espera "poder melhorar um pouco o que já é a melhor equipe do mundo".

O clube catalão vinha declarando o interesse no meia desde 2009, mas via suas investidas sempre negadas pelo Arsenal. No entanto, o presidente Sandro Rosell e o técnico Guardiola não desistiram e contaram com a declarada vontade de Fabregas de voltar à Espanha para fechar o negócio.

"Quero agradecer às pessoas que colaboraram para isso, desde o presidente Sandro Rosell, até Josep Guardiola, que foi muito importante para mim", declarou o jogador. "O Barça fez possível meu sonho e espero que nunca se arrependa", completou.

No Barcelona, Fábregas contará com uma concorrência maior do que no Arsenal, onde era o principal jogador. Entre os atletas que brigarão com ele por uma vaga está Thiago Alcântara, principal destaque da equipe na pré-temporada. A relação entre os dois, no entanto, começou bem, com o brasileiro naturalizado espanhol cedendo a camisa de número 4 ao novo companheiro.

Fábregas, que deixou a Espanha quando tinha 16 anos, fez questão de exaltar o esforço da diretoria do clube catalão para contratá-lo. De acordo com ele, "não é fácil confiar em alguém que sai das categorias de base do clube". "É possível notar o quão contente estou", disse.

Apesar da longa negociação e da dificuldade para conseguir se desvincular do Arsenal, o meia agradeceu o clube inglês, principalmente o técnico Arsène Wenger. "Wenger tem uma imagem ruim aqui, mas nada disso é verdade, eu asseguro. É uma pessoa especial e para mim é um segundo pai porque me deu tudo no mundo do futebol", elogiou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.