Fabrício Carvalho aproveita a fama

O atacante Fabrício Carvalho está vivendo seu momento de glória. Os dois gols que marcou contra o São Paulo, domingo, no Morumbi, mudou a rotina do jogador nos últimos dias. "Cheguei a uma hora da manhã em casa nesta terça-feira. Participei de vários programas de televisão e de rádio. Tenho de aproveitar o bom momento pois os resultados estão aparecendo", disse o atacante, após o treino físico no Estádio Anacleto Campanella. O jogador foi um dos que abandonaram a Ponte Preta no ano passado, no Campeonato Brasileiro. Ficou três meses sem jogar, esperando uma definição na sua cidade, Andradina. E o tempo parado pesou na sua preparação. "Agora estou bem fisicamente e isso está influindo no meu rendimento!", afirmou o jogador, que começou a temporada com cinco quilos a mais. Sob o comando do técnico Tite, Fabrício não teve muitas chances, mas a chegada do técnico Muricy Ramalho mudaram as perspectivas do atacante. "O Tite conversava comigo, mas eu não estava bem fisicamente. Com o Muricy eu tive mais chances para dar seqüência para o meu trabalho." Sobre a Ponte Preta, Fabrício não esconde uma certa mágoa dos dirigentes campineiros. "Gosto muito do clube, foi onde me projetei, mas era muito difícil ficar sem receber salários. Mas não foi só o Fabrício que abandonou a Ponte. Foram uns 21 jogadores. Quer dizer que 21 jogadores estão errados e apenas a Diretoria está certa? Esta é a minha pergunta?" Para enfrentar o Santos, o próximo adversário das semifinais do Campeonato Paulista, Fabrício Carvalho espera que o time volte a mostrar um futebol competitivo. "Se todos estiverem num bom momento, jogando o seu melhor, podemos surpreender o Santos. Por que não?" Apesar da estatura, 1,91 metro, Fabrício Carvalho conta que o São Caetano não vinha fazendo muitos gols de cabeça, mas uma dica do lateral-direito Anderson mudou a história da partida de domingo, no Morumbi, contra o São Paulo. "O Anderson falou para eu, Serginho, Thiago entrarmos na primeira trave, porque ele tem facilidade para colocar a bola ali. Antes, nós ficávamos mais atrás, na altura do pênalti. Eu me adiantei e deu certo". Nesta terça-feira, o técnico Muricy Ramalho reclamou que já está rotulando o São Caetano de um time violento. "Eu vi na televisão vários lances violentos do São Caetano. Isso não é justo. Todo time de futebol tem lances mais viris. Futebol é coisa para homem. Meu time não é violento. Contra o São Paulo, não deixamos o adversário jogar e jogamos melhor e merecemos a vitória. Agora ficam falando que nós somos violentos, isso pode influenciar a arbitragem contra nós." O zagueiro Serginho foi proibido de dar entrevistas nesta terça-feira para não aumentar a polêmica com o atacante Luís Fabiano, do São Paulo. Muricy fala. "Nós conversamos com o Serginho e ele entendeu a situação." Ao contrário do Santos, que tem um compromisso no meio da semana pela Taça Libertadores, o São Caetano já pensa na partida-de-ida das semifinais do Paulista, domingo, na Vila Belmiro.

Agencia Estado,

23 de março de 2004 | 18h33

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