José Patrício
José Patrício

Facilidades nos ingressos ajudam ações de fidelização

Programas de sócios-torcedores são as alternativas mais viáveis para o equilíbrio financeiro dos clubes

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2015 | 07h00

As novas formas de venda de ingresso estão contribuindo com a tendência de alta dos programas de sócios-torcedores dos clubes brasileiros. Algumas delas, como a venda nas casas lotéricas, por exemplo, são restritas aos sócios, como definiu a Caixa Econômica Federal. Quanto mais vantagens e facilidades, mais estimulados os torcedores comuns se sentem a se associar. “A forma de aquisição de ingressos é um dos facilitadores dos programas de sócio-torcedor”, afirma Robson de Oliveira, executivo da empresa responsável pela venda de bilhetes nas lotéricas. 

Os programas de fidelidade, por sua vez, são uma saída para a crise financeira histórica que assombra os clubes. Com a parceria da iniciativa privada, os benefícios não se limitam ao ingresso nos estádios; abrangem outros produtos e têm alcance nacional. Isso já foi percebido pelos grandes do futebol brasileiro. O Cruzeiro, por exemplo, paga 2/3 de sua folha salarial com as ações de fidelização dos torcedores. 

O presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, reconheceu que só foi possível contratar 19 reforços, entre eles, Dudu, Arouca e Aranha, com o crescimento do programa de fidelidade. “A perspectiva é fazer o Palmeiras ter no Avanti mais uma cota de tevê”, costuma dizer o dirigente do Palmeiras. 



Especialistas concordam que a saída para a crise está na fidelização dos torcedores. “Se 1% das pessoas que se declaram como torcedores de determinado clube fosse sócia desta agremiação, a arrecadação total seria de R$ 1,5 bilhão por ano”, afirma Pedro Trengrouse, professor de Direito Esportivo da Faculdade Getúlio Vargas (FGV). 

Os investimentos dos clubes brasileiros na fidelização começam a se refletir nos levantamentos internacionais. Ranking elaborado pelo Movimento por um Futebol Melhor, que reúne empresas de peso da economia brasileira para oferecer descontos em diversos itens, ampliando os programas de fidelidade, mostra que Internacional, Palmeiras e Corinthians estão entre os 12 maiores clubes do mundo em número de sócios-torcedores. O primeiro colocado é o Benfica, que ficou à frente dos gigantes Bayern de Munique, Arsenal, Real Madrid e Barcelona

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