Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians
Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians

Fagner aponta pressão com má fase do Corinthians: 'Minha esposa e filho choraram'

Lateral-direito afirma que momento ruim da equipe tem reflexo em sua família

Redação, Estadão Conteúdo

16 de outubro de 2020 | 19h46

Um dos jogadores mais experientes do elenco atual do Corinthians, formado nas categorias de base do clube, o lateral-direito Fagner revelou, nesta sexta-feira, a pressão que a má fase do time, que chegou a estar na zona de rebaixamento, causou até mesmo em sua família.

"Como jogador que cresceu no clube, sei da grandeza do Corinthians e me incomoda não vencer e até chegar a entrar na zona do rebaixamento. Sabemos da cobrança, como são as coisas. Mas a gente deixa família, viaja, trabalha todo dia buscando a vitória. Muitas das vezes, as coisas acabaram não acontecendo. Falta de sorte, situação de jogo. Sentimos muito. Nossa família sente. Minha esposa comentou que ela e meu filho choraram. Olha o peso que a gente carrega. O quanto nossa família sente", disse o jogador, referindo-se à vitória do time na quarta-feira, diante do Athletico-PR, em Curitiba.

Fagner não concorda com as críticas de que faltou empenho da equipe nos cinco jogos sem vitória quando o comando estava nas mãos do interino Dyego Coelho. "Não era falta de entrega, de dedicação. Num momento você está mal, em outro as coisas melhoram. Espero ter essa segurança, esse caminho de vitórias. Colocar o Corinthians onde tem que estar."

Outra crítica que o atleta não aceita é a feita ao seu trabalho. "Não considero má fase, até porque é óbvio que quando começa a criar situações, a levar trabalho para o adversário ofensivamente, ele começa a te marcar melhor. São situações de jogo. Às vezes, eu estava recompondo uma linha de três, a chance de criar um gol é mais complicada. Vai muito de jogo para jogo. De como a equipe está jogando, o sistema que vai jogar. Nesse jogo (contra o Athletico), tive duas chances de gol, são situações, leitura, de como estamos."

Sobre o possível retorno de Cássio ao gol corintiano ou a permanência de Walter, o melhor do time na vitória no Paraná, Fagner preferiu não dar opinião. "Deixo para o técnico decidir." Mas pediu mais respeito com o titular, que cometeu algumas falhas nos últimos jogos.

"Sabemos da qualidade do Walter, do Cássio, mas temos que respeitar a história. Para mim, um dos maiores ídolos da história do clube (Cássio). Se tem que jogar, é o treinador quem decide. Mas tem que respeitar um pouco mais. As críticas nele estão sendo pesadas. Um cara que sempre se dedicou ao clube. Mais respeito ao que ele é. As pessoas esqueceram o que ele fez. O que representa para o clube. Ele vive o clube intensamente. A gente tem que respeitar."

O Corinthians soma 18 pontos e está em 14º lugar na classificação do Brasileirão. O jogo com o Flamengo, domingo, na Neo Química Arena, em Itaquera, tem início previsto para as 16 horas.

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