Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Fagner defende choro de Neymar: ‘Imagino tudo aquilo que ele passou’

Lateral alçado ao time titular após lesão de Danilo diz que atacante tem angústia provocada pela lesão no pé

Almir Leite e Ciro Campos, enviados especiais / Sochi, O Estado de S.Paulo

24 Junho 2018 | 13h33

O lateral-direito Fagner, da seleção brasileira, afirmou neste domingo que o choro de Neymar após a vitória sobre a Costa Rica, na última sexta-feira, pela Copa do Mundo, é completamente compreensível. O jogador defendeu em entrevista coletiva o camisa 10 ao dizer que a emoção demonstrada por ele não é reflexo de desequilíbrio emocional, mas sim resultado da angústia de quem se machucou pouco antes do torneio na Rússia.

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"Imagino tudo aquilo que o Neymar passou. Assim como eu tive uma lesão duas semanas antes da convocação para a Copa. Naquele momento eu tive dúvida, porque não sabia se poderia estar aqui. Cada ser humano reage de forma diferente", disse Fagner. O lateral do Corinthians sofreu uma lesão na coxa direita pouco antes de se apresentar à seleção brasileira, assim com astro do Paris Saint-Germain se empenhou para não ficar fora do grupo.

O camisa 10 teve uma fratura no pé direito no final de fevereiro e precisou passar por uma cirurgia no início de março. Para Fagner, o susto passado pelo colega de seleção brasileira é a causa do choro em campo após a vitória por 2 a 0 sobre os costarriquenhos. "A gente sabe o que cada atleta passou para estar ali naquele momento. Passou na cabeça dele um filme de disputar a Copa, que é o sonho de todo atleta. A gente está feliz por poder estar aqui", afirmou.

Fagner defendeu o colega e justificou que também se sentiu emocionado ao ser titular na segunda partida do Brasil na Copa. "Eu me senti feliz por ter atuado 90 minutos sem sentir nenhum problema. Há 54 dias tive o risco de não estar na Copa por uma lesão. Cada atleta venceu um desafio para estar aqui", disse o jogador, que ganhou a posição na seleção após o titular Danilo sentir um problema no quadril.

 

O novo titular da lateral do Brasil é o único dos 11 jogadores a atuar no futebol nacional. Fagner afirmou que, mesmo sem atuar na Europa no momento, não sente dificuldade para acompanhar o nível de jogo de uma Copa do Mundo. "O nível de enfrentamento que você tem nos treinos da seleção te tranquiliza e possibilita enfrentar qualquer adversário. Em um treino você enfrenta Neymar, Douglas Costa, Willian e Taison. É um nível altíssimo. Isso te prepara para qualquer tipo de situação dentro do jogo", explicou.

A seleção brasileira viaja para Moscou nesta segunda-feira, onde na quarta enfrenta a Sérvia, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. Um empate garante a classificação da equipe para as oitavas de final. Para ser primeira do grupo, a equipe precisa ganhar e esperar que a Suíça não derrote a Costa Rica por uma diferença maior de gols.

 

 

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