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Falcão admite que gostaria de ter treinado o Brasil na Copa

Objetivo era assumir a seleção quando decidiu voltar ao Inter, mas boicote da diretoria do clube gaúcho dificultou o trabalho no clube

O Estado de S. Paulo

11 de agosto de 2014 | 23h34

Pouco mais de 30 dias depois de o Brasil ser goleado por 7 a 1 pela Alemanha, Paulo Roberto Falcão afirmou que gostaria de ter treinado a seleção brasileira na Copa do Mundo. Segundo o ex-meia, essa era a intenção quando aceitou voltar ao Internacional, em abril de 2011. Á época, Mano Menezes estava à frente do time brasileiro.

"Quando eu voltei em 2011 para o Internacional, queria dirigir a seleção brasileira na Copa 2014, mas houve um boicote da diretoria", disse Falcão em entrevista concedida no programa Roda Viva, da TV Cultura.

O treinador ressaltou que não pôde contar com um bom time na sua passagem pelo clube gaúcho. Na ocasião, o treinador dirigiu o time em 19 partidas, com apenas oito vitórias e cinco empates (aproveitamento de 50,9%). Pouco depois, o volante do Brasil no Mundial de 1982 assumiu o Bahia, levando o time à conquista do estadual depois de dez anos.

Para Falcão, faltou liderança em campo durante a derrota para a seleção alemã, na semifinal do Mundial. "Deu um apagão geral. É difícil ganhar da Alemanha, mas não dá pra perder desse jeito. Faltou alguém dentro do campo para acalmar o time. Todo mundo ficou desesperado", disse.

Em relação à renovação da equipe após o fisco na Copa, Falcão afirmou que manteria alguns jogadores. Se Daniel Alves e Marcelo fossem mantidos, o treinador escalaria três zagueiros, para que o apoio ao ataque fosse tranquilo. "Neymar seria um segundo atacante. E buscaria um camisa 9", disse.

Para ele, Dunga amadureceu, mas precisará lidar bem com as críticas. Falcão assumiu a seleção brasileira após a campanha ruim do time de Lazaroni na Copa de 1990. Em 17 jogos, venceu seis jogos, empatou sete e acabou com o vice-campeonato. "Tentei fazer uma renovação também. Mas a qualidade não era tão boa quanto hoje. A safra na época era ruim", disse.

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