Falcão está concentrado no título

Destaque do Brasil e artilheiro do Mundial de Futsal (10 gols), Falcão não quer saber de artilharia ou título de melhor jogador do torneio. O atleta afirmou nesta quarta-feira, em entrevista por telefone para a Rádio Eldorado, que nada disso vai adiantar se o título não for conquistado."Primeiro o título do Mundial, depois as outras coisas acontecem naturalmente", revelou Falcão. Ele disse também que está se sentindo em casa em Taiwan e que o último jogo contra os Estados Unidos não mostrou o que a equipe brasileira pode jogar realmente - apesar da vitória por 8 a 5. "Se fosse um jogo valendo classificação, o resultado seria diferente", admitiu, ao lembrar que o Brasil já está na semifinal.Sobre a partida contra a Espanha, na sexta-feira, Falcão revelou que o jogo tem um gostinho especial. "Estaria mentindo se falasse que não tem um gosto de revanche, pois eles nos tiraram o último título. Vai ser um jogo difícil, mas se a equipe render o que vem rendendo fica difícil não passar por eles", disse o jogador.Falcão também avaliou a possibilidade de possível final contra a Itália, que para ele é mais perigosa que a Espanha - adversários da outra semifinal. "Seis dos 12 jogadores brasileiros que jogam pela Itália já passaram pela seleção brasileira. A final seria Brasil A x Brasil B."Ele ainda comentou sobre a situação atual do futsal no mundo. Para ele, houve uma boa evolução no esporte e o jogo ficou muito nivelado. "Antes, a gente ganhava de 20, 30. Hoje, o Japão disputa a classificação, os Estados Unidos estão na segunda fase e os países que levaram brasileiros estão crescendo", contou Falcão.Apesar disso, segundo ele, a renovação no Brasil não está existindo, com equipes do exterior levando garotos de 19 anos e os naturalizando. E dispara: "A Confederação precisa fazer alguma coisa, arrumar patrocínio, chamar empresas, para o País não sofrer no futuro."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.