Falcão levanta torcida e Ceni brilha

Quem estivesse do lado de fora do Morumbi e ouvisse o grito da torcida aos 27 minutos do segundo tempo não teria dúvidas em apostar no quinto gol do São Paulo contra a Universidad de Chile. Nada disso. Era apenas Falcão iniciando aquecimento para a entrada em campo, três minutos depois. O jogo estava ganho. Era hora do show. Que não veio. Falcão correu, se esforçou, conseguiu alguns dribles, mas nada que ficasse na história da partida. "Estava com saudades de jogar, mas estou muito feliz. Se o Leão me colocou em um jogo de Libertadores com 50 mil pessoas vendo é porque confia em mim", disse o ídolo.A histeria por Falcão começou antes do início da partida. Até então, o grito da torcida se dividia entre Rogério Ceni e Lugano. Nomes que seriam gritados intensamente ainda no primeiro tempo, com os gols que fizeram. O quinto de Lugano, em 95 partidas. E o 36º de Ceni em 585 - 32 de falta e quatro de pênalti. Foi o terceiro do goleiro em Libertadores. Antes, fizera dois de falta, contra Alianza Lima e Deportivo Táchira, no ano passado. Fez ainda um na decisão de pênaltis contra o Rosário Central.Ceni afirmou: "Foi um dos mais bonitos gols da minha carreira. A barreira estava na linha da área, a bola estava a uns 25 metros, entrou na rede lateral, nem chegou na outra rede. Foi muito bom." Os sete gols sofridos nos últimos três jogos incomodavam Ceni. "É uma média alta. Temos de superar isso. Hoje, demos os dois gols para eles. Isso é ruim."Carnês - A diretoria do São Paulo considerou muito boa a resposta da torcida à idéia dos carnês. Eles davam direito aos três jogos da primeira fase, por R$ 50. Uma economia de dez reais em relação à compra individual dos três jogos. Foram vendidos 11.240 carnês, que proporcionaram a arrecadação de R$ 562 mil. "Nossa intenção é eliminar ao máximo a venda de ingressos no dia do jogo. Isso facilita para o torcedor, o clube e para o policiamento", explica João Paulo de Jesus Lopes, diretor de planejamento. E os carnês voltarão no Brasileiro.

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