Falcão, o pai: exemplos de Denílson

Em 1982, Paulo Roberto Falcão conquistava o mundo do futebol, como um dos destaques da Seleção Brasileira dirigida por Telê Santana e que foi eliminada pela Itália, nas quartas-de-final. No mesmo ano, José Pereira Neves, começava sua carreira no Auto Esporte, de João Pessoa na Paraíba. Jogou no Treze, no Campinense e nunca foi o que sua boa técnica prometia. Só saiu da Paraíba em 1987, quando engravidou a namorada e veio tentar a vida em São Paulo. Falcão e Pereira são os ídolos de Denílson Pereira Neves, de 17 anos, a nova promessa de craque do São Paulo. Promessa fortalecida após a seqüência de jogos contra Ponte Preta, Santos e Corinthians. ?Vi o Falcão jogar só na televisão, mas o estilo dele é demais. E o meu pai porque está me ensinando muito na vida. Ele não aceita que eu cometa os mesmos erros que ele cometeu na vida?, diz Denílson. Erros? ?Arrogância. Ele me conta que sempre foi muito arrogante. Não escutava conselhos e gostava de balada e mulher. Quando engravidou a minha mãe ? o irmão Lenílson nasceu um ano e dez dias antes ? teve de se virar. Por isso, explica muita coisa para mim e eu escuto tudo.? Diego Tardelli tem um pai que jogou bola e que se preocupa muito com ele. Não tem dado certo. Denílson não aceita comparações. ?Não seria uma coisa boa falar do que está acontecendo com o Tardelli. Isso é entre ele e a diretoria.? No momento, Denílson quer curtir. Não esquece a boa partida contra o Corinthians. ?É muito difícil marcar o Roger, mas eu fiz de tudo para conseguir. Acertei um bom chute de fora da área, mas o Fábio Costa pegou. Ele é bom também, mas acho que estou me firmando?, diz, vencendo a luta contra o deslumbramento. Elogios são unânimes, mas Denílson quer algo mais. Algo simples. ?Ainda não ganhei nenhum jogo. Estreei contra a Ponte no jogo anulado e saí com 30 minutos. Depois, voltei no jogo remarcado e perdemos. Perdemos para o Santos também e empatamos com o Corinthians. Quem sabe agora contra o Brasiliense... Mas ele joga. Mineiro e Josué podem jogar, mas não há quem não queira ver Denílson jogar uma vez mais. No banco, estará. Alê e Renan, revelações do ano passado, já são passado.

Agencia Estado,

26 de outubro de 2005 | 09h03

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