Falcão tranqüilo quanto a processo

O jogador de futsal Falcão, recém-contratado pelo São Paulo, não está preocupado com a ameaça dos diretores do Jaraguá do Sul (SC), que exigem R$ 400 mil como multa rescisória de seu contrato, que terminaria apenas no fim de 2005. Ele garante que vai jogar no São Paulo. "Se eu fosse o diretor, iria fazer a mesma coisa. Ele só está brigando pelo produto dele e que faz do time dele um dos melhores. Mas, eu já conversei mais uma vez e eles já estão mais conformados com a opção que fiz." O melhor do mundo no futsal já sabe em que posição pretende jogar no São Paulo. "Meia de ligação ou segundo atacante. Foi assim que treinei no Palmeiras e na Portuguesa, e percebi que tenho a noção para jogar nessa posição." Muito sereno e confiante, Falcão sabe que sofrerá com a cobrança, e que precisará jogar muito futebol para provar que tem condições de mostrar em campo aquilo que é capaz de fazer no salão. "Se eu achasse que não vai dar certo não daria a minha cara para bater. Sou muito "pé no chão": não sou nada no futebol de campo." O rótulo de ser o "jogador do presidente" também não incomoda: "Ele (Gouvêa) criou isso, mas eu não viria sem o aval do Leão. Não adiantaria nada ele ter de me engolir goela abaixo. O Lugano chegou ao clube assim, passou por cima de tudo e, hoje, é titular." Falcão reconhece que terá de passar por uma bateria de exercícios para se adequar ao campo. "Hoje, o futsal está tão profissional quanto o do campo. A carga de treinos é a mesma. Treino em dois períodos, diariamente, por mais de duas horas. Talvez eu estranhe os tiros de longa distância." Para não perder tempo, Falcão iniciará os treinamentos antes do restante do elenco do São Paulo. Enquanto a reapresentação está marcada para dia 10, o jogador deve iniciar os trabalhos dia 3 ou 4. "Eu já conversei com o Carlinhos (preparador físico) e o Rosan (fisioterapeuta) e eles estão preparando um programa de treinos específicos para mim", afirma.O novo contratado do São Paulo também revelou que o clube estuda a possibilidade de inscrevê-lo nas competições com o número 12 - mesmo número que usava no salão -, como jogada de marketing.

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