Falta apoio à greve até no Corinthians, diz Rogério Ceni

Articulada pelo Bom Senso FC, tentativa de mobilização dos jogadores não vai para frente

Agência Estado

09 de fevereiro de 2014 | 21h56

CAMPINAS - O goleiro Rogério Ceni comentou neste domingo sobre a tentativa frustrada de greve dos jogadores na rodada deste fim de semana do Paulistão, em protesto contra a violenta invasão de torcedores ao CT do Corinthians no dia 1.º de fevereiro. Ele lembrou que faltou apoio à iniciativa até mesmo dentro do elenco corintiano.

Depois da invasão ao CT, o Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo e movimento Bom Senso FC, que reúne jogadores de todo o Brasil, tentaram articular uma greve. Mas a iniciativa não foi para frente, por falta de apoio. Rogério Ceni, líder do elenco são-paulino, disse defender a proposta, mas entende o fracasso.

"O que acontece é que juridicamente não existe como fazer uma greve se o salário estiver em dia, se tudo estiver certo. Não posso expor os atletas ao fazer uma greve. O que aconteceu no Corinthians foi terrível, mas tem que analisar posições", disse o Rogério Ceni, após a derrota do São Paulo para a Ponte Preta neste domingo.

Ele citou, inclusive, uma entrevista do atacante Emerson, um dos principais nomes do elenco corintiano, sem, no entanto, falar especificamente o nome dele. "Você vê o Corinthians, assisti ao jogo quarta à noite (derrota corintiana por 2 a 0 para Bragantino), teve um atleta do Corinthians que falou depois do jogo que nem sabia por que faria a greve", lembrou Rogério Ceni.

"Eu, por mim, com maior prazer apoiaria. Agora, se nem dentro do clube se tem o apoio e a consciência disso, é difícil você fugir de algo que foge à lei de outros clubes. A gente torce pra que isso (invasão de torcedores ao CT) não aconteça mais. Eu apoio o movimento no que a maioria decidir", reforçou o goleiro do São Paulo.

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