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Falta de estádios e de interesse das torcidas afetam os torneios estaduais

Para alguns dos maiores times, os campeonatos locais não são prioridade

Ciro Campos, Raphael Ramos e Leonardo Maia, O Estado de S. Paulo

31 de março de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - Além de não serem prioridade no momento para Atlético-PR e Grêmio, os Campeonatos Paranaense e Gaúcho têm de conviver com a falta de estádios. As obras para a Copa do Mundo têm causado distorções de público e na arrecadação dos clubes do interior.

Com a Arena da Baixada em obras, o Atlético manda suas partidas no Ecoestádio Janguito Malucelli, que tem pouca estrutura. Por questões de segurança, em clássicos o local só pode receber até seis mil pessoas e apenas no fim deste mês passou a receber jogos noturnos porque antes não havia iluminação.

Dos 12 participantes, o Atlético foi o único a não entrar em acordo quanto aos valores dos direitos de transmissão para a TV. "Isso prejudicou financeiramente os clubes do interior, que dependem do retorno financeiro e de exposição que traria um jogo contra o Atlético passado para todo o Estado", disse o presidente da Federação Paranaense, Hélio Cury. Além disso, o clube rubro-negro abriu mão do Estadual e só escalou até agora a equipe sub-23. Os titulares continuam em pré-temporada e fizeram amistosos na Espanha e no Uruguai. A estreia oficial deles em 2013 ocorrerá somente na Copa do Brasil, na próxima semana.

No Rio Grande do Sul, a situação é parecida. Focado na Libertadores, o Grêmio usou a equipe reserva em sete dos 13 jogos que fez pelo Estadual - incluindo os dois clássicos com o Internacional, que por sua vez também poupou os principais jogadores em algumas partidas.

Segundo o presidente da Federação Gaúcha, Francisco Noveletto Neto, isso atrapalhou muito os times do interior, que contam bastante com a arrecadação de bilheteria sempre que recebem a dupla Gre-Nal. "Nós tivemos no mínimo uma queda de 50% de público em jogos fora da capital. O torcedor acaba perdendo o interesse de ir ao estádio porque não vai ver os principais jogadores", explicou o dirigente.

Também desabrigado pela Copa, o Inter vive uma situação inusitada. O clube já mandou seus jogos em cinco estádios diferentes.

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