Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Falta de gols vira dor de cabeça para Ricardo Gomes: 'Temos de melhorar'

São Paulo marcou apenas 27 gols em 28 rodadas do Brasileirão

O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2016 | 05h00

O empate contra o Flamengo, apesar da boa campanha do rival, foi tratado como um tropeço para o São Paulo. Com os outros resultados da rodada, a equipe do Morumbi ficou ainda mais próxima da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. E, se até outro dia o pensamento dentro do clube ainda era de recuperação e até mesmo uma eventual classificação à Libertadores, uma possível queda à segunda divisão já é motivo de preocupação para todos e já há até mesmo um vilão: a pouca eficiência do ataque.

"Todos incomodados. Jogadores, comissão técnica, diretoria, clube. Temos de jogar na parte de cima da tabela. Temos de ter brio nessa situação. Brigar bastante para sair dela. Falta melhorar a parte ofensiva. Isso está bem claro", disse o técnico Ricardo Gomes, que lamentou as chances desperdiçadas pela equipe em todo o Brasileirão, onde o São Paulo tem o segundo pior ataque, com apenas 27 gols marcados. "Os números do ataque estão ligados com o número de vitórias. Temos de melhorar a parte ofensiva. Na hora de jogar, estamos espalhando pouco".

O treinador, que não conta com aprovação de grande parte da torcida e já é discutido até mesmo entre os dirigentes do clube, não escondeu a sua preocupação com o jogo contra o Sport, na próxima quarta-feira, lembrando que os dois times estão separados por apenas dois pontos no campeonato. "É um adversário direto, na casa do adversário. Se a gente jogar com essa postura... Estamos melhor em casa do que fora. Temos de fazer algo diferente".

A SALVAÇÃO?

Se uma possível entrada na zona de rebaixamento preocupa Ricardo, uma das soluções para o clube deixar o mau momento pode ser Michel Bastos, meia que, após um bom desempenho durante a Libertadores, caiu bastante de rendimento, sendo até mesmo alvo de cobranças da torcida, que, há pouco mais de um mês, invadiu o CT do clube e agrediu o jogador.

Para o treinador, ele ainda vai dar a volta por cima: "Estamos recuperando o Michel. Ele perdeu confiança. Na parte física, ele já tinha dúvidas antes mesmo da minha chegada. Mas hoje (sábado) entrou melhor que no último jogo".

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