Falta de luz no Canindé adia partida entre Portuguesa e Bragantino

Equipe da casa estava vencendo por 1 a 0, com um golaço de Caio Mancha

AE, Agência Estado

11 de março de 2014 | 23h05

Depois de duas horas e meia sem energia elétrica, o jogo entre Portuguesa e Bragantino foi suspenso, nesta terça-feira, no estádio do Canindé, em São Paulo, pela 13.ª rodada do Campeonato Paulista. A equipe paulistana vencia por 1 a 0, com um golaço de Caio Mancha, mas durante o intervalo houve a falta de luz. Após longa espera sem solução, prevaleceu o bom senso e os dois times foram para casa. Apenas o segundo tempo do jogo será disputado, conforme prevê o regulamento, a partir das 15 horas desta quarta.

"Temos que pensar do lado humano, dos jogadores. Eles ficaram quase duas horas parados, perderam o aquecimento e o ritmo de jogo. Além disso, há a questão da alimentação inadequada", comentou Marco Chedid, presidente do Bragantino, desde o início favorável ao adiamento, mesmo reconhecendo o prejuízo do clube, que voltaria ao hotel e gastaria mais uma diária.

Do outro lado, Ilídio Lico, presidente da Portuguesa, jurava ter falado com o coronel Marcos Marinho, coordenador técnico da Federação Paulista de Futebol (FPF), que determinou uma espera de mais 20 minutos. Isso depois de duas horas de espera, já perto das 22h30. "A última refeição nossa aconteceu às 16 horas", comentou o técnico Argel Fucks, também defendendo o adiamento do jogo.

MEIO JOGO

O jogo começou equilibrado. Aos 20 minutos, Gustavo chutou forte e Gledson salvou a Portuguesa. Seis minutos depois, aconteceu o lance mais bonito da estranha noite no Canindé. Na frente da grande área, Leandro e Caio Mancha, emprestado pelo Palmeiras, tabelaram de cabeça. Mesmo de costas para o gol, Mancha dominou a bola no peito e bateu de virada no ângulo esquerdo do goleiro Rafael Defendi.

Aos 10 minutos do intervalo, porém, todo o bairro do Pari, na zona norte da capital, ficou às escuras. Sem dispor de um gerador próprio, o Canindé ficou às escuras e os dirigentes demoraram para adiar o jogo, mesmo com as arquibancadas vazias. O confronto será reiniciado com o mesmo placar - 1 a 0 - e com os cartões amarelos aplicados. A decisão final, do árbitro Leandro Bizzio Marinho, autoridade máxima da partida, foi tomada somente às 22h50.

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