Falta de pontaria tira o sono dos jogadores são-paulinos

Rogério Ceni espera melhor desempenho dos jogadores para o São Paulo crescer dentro do Brasileirão

Marcius Azevedo, Jornal da Tarde

31 de julho de 2008 | 19h14

O elenco do São Paulo desembarcou na quinta-feira no Aeroporto de Cumbica ainda sem entender como o time não conseguiu vencer o Figueirense em um jogo que, segundo eles, foi o melhor da equipe no Brasileiro. O time criou diversas oportunidades, mas não conseguiu convertê-las em gol. O único que conseguiu superar o goleiro Wilson foi Hugo, que acertou um belo chute de fora da área no ângulo. Veja também: Zé Luís e Hugo desfalcam o São Paulo contra o Vasco São Paulo pode escalar reforços no domingo   "Nós tivemos muitas chances de marcar, mas o goleiro deles estava em uma noite feliz. Fizemos o nosso melhor jogo", lamentou o autor do gol são-paulino. O discurso do goleiro e capitão Rogério Ceni não foi muito diferente. "Fizemos o nosso melhor jogo no campeonato e só lamento o resultado. Uma vitória fora de casa seria importante. Tivemos uma grande atuação, mas não conseguimos traduzir as inúmeras chances de marcar em gols. A bola não quis entrar." O atacante Aloísio admitiu o desempenho ruim. O camisa 14 teve pelo menos duas chances claras (uma delas foi salva pelo lateral Anderson Luís em cima da linha). E na terceira que teria, ele demorou muito para finalizar quando estava livre de marcação na entrada da pequena área e acabou desarmado pela defesa. "Criamos muitas chances, mas fizemos apenas um gol. Assumo minha parcela de culpa. Poderia ter aproveitado pelo menos uma das chances que eu tive." Já o zagueiro André Dias cobrou mais atenção dos companheiros. Segundo ele, o gol do Figueirense, assinalado por Tadeu aos 7 minutos do primeiro tempo, poderia ter sido evitado. "A gente está entrando muito desligado. Foi assim no começo do segundo tempo diante da Portuguesa quando levamos o gol. Isso não pode mais acontecer." O camisa 3 reconheceu que o fato de o time estar mudando bastante atrapalha. "Você tem sempre uma nova formação. Na quarta-feira, ainda estávamos acertando o novo posicionamento quando levamos o gol." O pouco tempo para trabalhar também é outro agravante. "O Muricy precisa mudar, mas não pode treinar. É complicado. Mas o Brasileiro é assim: jogo atrás de jogo. Não tem jeito."

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