Falta de segurança impede região do Cáucaso de receber a Copa 2018

MOSCOU - A região do Cáucaso foi descartada como sede da Copa do Mundo de 2018, que será disputada na Rússia, por motivos de segurança, declarou neste sábado o chefe do Cáucaso Norte, Aleksandr Jloponin.

Efe

22 de janeiro de 2011 | 15h39

"A questão da segurança é decisiva na responsabilidade da Rússia diante de um torneio internacional. E, nestes momentos, não podemos dizer que fechamos o tema da garantia da segurança na região", disse Jloponin, segundo as agências de notícias russas.

O chefe lembrou que há muitas que se opõem à realização da Copa na Rússia, e que, com isso, o Governo tem que estar atento. "Cada cidade grande, cada capital regional aspira e está interessada em receber alguma fase do Mundial, mas a Rússia não pode arriscar", completou.

O presidente da Chechênia, Ramzan Kadyrov, homem forte do Cáucaso e presidente do clube Terek Grozny, foi o maior defensor da disputa de alguma partida do Mundial no território situado entre os mares Negro e Cáspio.

Kadyrov argumenta que a guerrilha separatista e islamita foi praticamente aniquilada e que a região precisa sediar o evento para tirá-la do que chamou de "atraso secular".

No entanto, nenhum estádio do Cáucaso conta com capacidade para 40 mil espectadores, o mínimo exigido pela Fifa para receber jogos internacionais.

O Terek, que contratou esta semana o holandês Ruud Gullit como treinador, inaugurará em março um novo estádio com capacidade para cerca de 30 mil torcedores.

A final do Mundial será disputada no Estádio Olímpico Luzhniki de Moscou (90 mil assentos) e uma das semifinais terá como palco o novo estádio do Zenit São Petersburgo (68 mil). O restante dos confrontos será disputado na parte europeia do país.

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