Falta de simplicidade impede uma goleada da Espanha

A Espanha desperdiçou nesta segunda-feira a chance de aplicar uma grande goleada sobre a limitada equipe de Honduras. Venceu por 2 a 0, mas criou oportunidades suficientes para repetir o feito de Portugal, que massacrou a Coreia do Norte por 7 a 0 mais cedo.

FELIPE MENDES, Agência Estado

21 de junho de 2010 | 18h26

Depois da derrota na estreia, os espanhóis dominaram o jogo desta segunda com facilidade e criaram boas chances de gol desde o início. Foram 22 finalizações em toda a partida, mas apenas 7 chutes acertaram o gol de Valladares.

A maior presença ofensiva da Espanha era comprovada também pelos 12 escanteios, contra somente 2 de Honduras, e pela maior posse de bola: 57%. Dessa forma, os espanhóis cercaram a defesa rival e praticamente não correram riscos.

No entanto, a bola pouco balançou as redes hondurenhas, graças ao preciosismo do ataque espanhol, que abusava de dribles quase inúteis e pouco objetivos. Com bom toque de bola, o time tentava dar um passe a mais, em busca de jogadas mais elaboradas, principalmente pela direita, com Sergio Ramos e Jesus Navas.

Pela esquerda, David Villa foi mais objetivo e, não por acaso, marcou os dois gols da partida. O atacante, porém, também pecou na demora para finalizar. Perdeu pelo menos três boas chances de gol, incluindo o pênalti desperdiçado no segundo tempo.

Mas o preciosismo não pôs em risco a vitória espanhola. Do outro lado, Honduras praticamente não criou jogadas no ataque. A equipe simplesmente não acertou nenhuma bola no gol de Casillas, em 9 finalizações. Sem o mesmo ritmo do rival, os hondurenhos se excederam nas faltas (18 a 9) e saíram de campo com dois cartões amarelos.

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