Falta de vaia surpreende Corinthians

Após a atuação na derrota para o Grêmio, os jogadores do Corinthians já estavam preparados para enfrentar vaias e ofensas dos torcedores que estiveram no Morumbi. A reação da torcida, no entanto, surpreendeu. O meia Marcelinho Carioca afirmou ter ficado surpreso com o comportamento dos corintianos, que preferiram deixar o estádio calados em vez de hostilizar os atletas. "Acho que eles reconheceram que pelo menos nos esforçamos." Marcelinho e os demais jogadores corintianos não discutiram a vitória do rival. Não houve exceção. Todos disseram que o Grêmio "mandou no jogo" e que a vitória foi merecida. "Eles foram eficientes e marcaram muito bem." O único que esboçou alguma crítica foi o atacante Gil, que entrou no segundo tempo. Ele alegou ter sofrido um pênalti de Rubens Cardoso quando os gaúchos venciam por 2 a 1, mas o juiz Antônio Pereira não marcou nada. "O Rubens Cardoso deu um carrinho e me derrubou", explicou. O corintiano reconheceu, no entanto, que não há razão para chorar. "Faltou pegada para nosso time, coisa que eles tiveram." O vice-presidente Antônio Roque Citadini ficou arrasado com o resultado. Como Gil, criticou a atuação do juiz. "O pênalti poderia mudar a história do jogo." Mas reconheceu que os rivais tiveram atuação muito superior. Agora, Citadini terá de se preparar para as provocações dos palmeirenses. Durante a semana, ele não conseguia esconder a alegria com a vitória do Boca Juniors sobre o Palmeiras, na Libertadores.Nenhum jogador admitiu que o time tenha entrado em campo com excesso de confiança e que isso poderia ter prejudicado o desempenho. Mesmo assim, alguns conselheiros, conversando após a partida, não escondiam a irritação com a atuação do time. Segundo eles, alguns atletas já estavam comemorando o título antes da hora.Apesar de terem admitido que o adversário foi melhor, alguns não aceitaram passivamente a derrota para o Grêmio. Jogadores como o atacante Müller preferiram deixar rapidamente o vestiário sem conversar com a imprensa.Alguns seguranças do clube também mostravam irritação após a partida.Não queriam deixar os repórteres entrarem no vestiário e houve muito bate-boca. A situação só não ficou pior porque cerca de 10 homens da Polícia Militar apareceram para intervir.

Agencia Estado,

17 de junho de 2001 | 20h06

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