Eduardo Nicolau/Estadão
Eduardo Nicolau/Estadão

Faltaram testes da seleção brasileira contra europeus?

Ao longo dos quatro anos de preparação, Brasil jogou apenas oito vezes com times do continente que é a maior potência do futebol

Ciro Campos, enviado especial / Rostov, O Estado de S.Paulo

17 Junho 2018 | 05h00

O caminho do Brasil do vexame na última Copa até a estreia na Rússia deixou uma possível lacuna de experiência na formação e maturação deste grupo. A equipe estreia neste domingo, 17, no Mundial contra a Suíça, em Rostov, com pouquíssimos testes feitos contra seleções europeias ao longo deste ciclo de quatro anos de preparação. Foram oito encontros nesse período, a menor quantidade em mais de meio século.

+ Neymar está pronto para conquistar o título pela seleção brasileira

+ Tite começa a Copa do Mundo como candidato a herói nacional

+ Geração de Neymar estreia na Copa em busca revanche contra suíços

Depois da Copa disputada em casa, o Brasil mediu forças poucas vezes com o continente que é a principal potência no futebol. Foram três amistosos ainda sob o comando de Dunga, depois de dois anos de intervalo até a equipe, já sob o comando de Tite, realizar outros cinco encontros. Na história recente, somente no ciclo de preparação para 1962, no Chile, o Brasil foi à uma Copa do Mundo com tão poucos jogos contra europeus. Naquela ocasião, foram apenas dois.

Para a Copa de 2014, a seleção brasileira conseguiu medir forças mais vezes contra times do velho continente. Foram 19 encontros ao longo do ciclo de quatro anos de preparação, parte deles pela Copa das Confederações, em 2013. Na rota para a África do Sul, em 2010, a quantidade foi parecida, 14, mesmo número obtido ao longo do trabalho para o Mundial de 2002, o último conquistado pelo Brasil.

O técnico Tite reconhece a falta de bagagem. Uma das preocupações do treinador ao assumir o cargo foi conseguir marcar amistosos contra equipes europeias, justamente para propiciar aos jogadores mais testes. A ocasião só se concretizou depois de mais de um ano de gestão do treinador. A equipe tinha ido muito bem nas Eliminatórias até enfrentar dificuldades no empate sem gols no amistoso com a Inglaterra.

 

CARTÃO AMARELO

A partida ligou um sinal de alerta. Faltava, na época, menos de um ano para a Copa, poucas datas disponíveis para amistosos até a estreia no Mundial e o sorteio acabou por colocar dois europeus (Suíça e Sérvia) como adversários logo na fase de grupos. A solução foi tentar adaptar a preparação aos pontos fortes que os rivais da etapa inicial podem oferecer.

“A gente sabe as dificuldades que vamos enfrentar. Jogamos com adversários de diferentes sistemas, depois de alguns jogos enfrentamos times com linha de cinco na defesa. Houve um empate com a Inglaterra e tivemos dificuldade no início para passar pela marcação, depois nos adaptamos”, afirmou o volante Paulinho.

Para minimizar a falta de bagagem, o técnico Tite pediu para a CBF marcar os amistosos pré-Copa contra oponentes europeus tradicionais. Pela primeira vez na história a seleção brasileira enfrentou nesse período de preparação uma outra seleção classificada ao Mundial, a Croácia, e antes de embarcar para a Rússia, passou ainda por Viena para encarar a Áustria. Em Copas anteriores, os jogos nesse período prévio ao Mundial eram com seleções mais fracas.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.