Fama de Passarella assusta corintianos

Daniel Passarella nem chegou e os jogadores do Corinthians não falam de outro assunto: a fama de "durão" do técnico argentino. Uns andam desconfiados com o estilo de Passarella; outros, aproveitam o momento e prometem liderar a revolução contra os vaidosos do Corinthians. Os alvos: Carlos Alberto, Roger e o pequenino Élton. Três pratos cheios para o rigoroso treinador que deverá ser confirmado amanhã como o substituto de Tite. Os mais preocupados são os cabeludos do grupo. Roger parece estar com o "pé atrás". "Meu cabelo até que está curto", disse o meia, nem um pouco disposto a cortar as madeixas. O pequenino Élton não vê problema, apesar de cultivar a cabeleira há dois anos. "Se ele quiser, eu corto. Tudo bem", diz. Pronto para ajudar Daniel Passarella está o capitão Anderson. Ele não esconde o desejo de liderar uma "revolução" no grupo para acabar com as cabeleiras de Roger e Élton. "Por enquanto, estamos só na brincadeira com eles dois. Mas não tem problema nenhum se o Passarella pedir para cortarmos os cabelos deles", avisa o zagueiro, em tom de brincadeira. Anderson avisa que o primeiro a sofrer com as tesouradas será o pequenino Élton. "Esse cabelo dele é horroroso. Só fica bom quando ele usa molhado, com muito gel e preso. E mesmo assim, ele fica feio. Seco, então... Fica pior ainda", complementa, provocando o companheiro. Élton se defende: "Ele reclama do meu cabelo porque o dele é curto. Ele não tem estilo nenhum com esse cabelo aí." Carlos Alberto está longe de ser cabeludo, mas nem por isso está menos preocupado. Ao contrário dos outros dois meias, ele gosta de valorizar o pescoço e as orelhas com correntes e brincos que chamam a atenção. O meia gosta tanto das suas jóias que não as tira nem para entrar em campo. Nos jogos, prefere colocar um esparadrapo na orelha a tirar os brincos. Outro prato cheio para o xerifão Daniel Passarella. "Se ele pedir, eu tiro (corrente e brincos). Não teria problema nenhum. Parece que o cara é um monstro", afirma Carlos Alberto. "Essa questão disciplinar não me assusta, mas ele também é ser-humano e deve ter o seu momento de descontração. Impossível ser linha dura o tempo todo. Do jeito que vocês falam, ele parece um... Jaspion." Brincadeiras à parte, os jogadores estão ansiosos com a chegada do substituto de Tite. "Muda muita coisa quando trocam o treinador. Todos tem novamente que brigar por um lugar no time. Não faltam boas referências sobre o trabalho dele (Passarella)", garante Anderson. Apesar da chegada de mais um argentino no Corinthians - o quarto, considerando a contratação do volante Mascherano - o zagueiro avisa que dificilmente o Corinthians mudará seu estilo de jogo. "Os brasileiros ainda são maioria aqui. Os argentinos só foram contratados para fortalecer o time e torço para que eles tenham sucesso aqui. Os que já estão aqui, se entrosaram muito rápido com o grupo", completou.

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