Família de Kevin, o adolescente boliviano morto, recusa ajuda do Corinthians

Clube tentou oferecer ajuda financeira, mas pais do garoto não aceitaram

Raphael Ramos, O Estado de S. Paulo

20 de março de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - O Corinthians revelou nesta terça que a família de Kevin Beltrán Espada, morto após ser atingido por um sinalizador marítimo que partiu da torcida do clube, recusou ajuda oferecida pelo Alvinegro. A morte do garoto de 14 anos completa um mês nesta quarta.

Em nota, o clube alega que após quatro tentativas conseguiu com auxílio do Consulado do Brasil em Cochabamba entrar em contato com o pai do garoto, Limbert Beltrán, por duas vezes no domingo e na segunda-feira e “reforçou o luto e o pesar pelo precoce falecimento do torcedor”. Os familiares de Kevin, porém, não aceitaram a “ajuda humanitária”.

A recusa deve frustrar os planos do San Jose de fazer um amistoso com o Corinthians na Bolívia, provavelmente em junho, durante a paralisação do Campeonato Brasileiro para a Copa das Confederações, para arrecadar fundos para a família de Kevin. A ideia do presidente Freddy Fernández era aproveitar a viagem que fará ao Brasil para o jogo contra o Corinthians pela última rodada da fase de grupos da Libertadores, no dia 10 de abril, para formalizar a proposta. No dia 6, a seleção brasileira enfrentará a Bolívia em Santa Cruz de La Sierra e a renda do amistoso será doada para a família do garoto.

A morte de Kevin provocou uma onda de solidariedade no futebol boliviano. No mês passado, por exemplo, os clubes Aurora e Bolívar doaram 16 mil bolivianos (R$ 4,5 mil) e 26.500 bolivianos (R$ 7,5 mil), respectivamente, para Limbert Beltrán. 

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