Família de Serginho desconhece doenças

Familiares do zagueiro Serginho reafirmaram hoje que não tinham informações de que o jogador sofria de sérios problemas cardíacos. "Não tinha nada de coração grave", disse o sogro do atleta, Luzio Nunes. "Pelo menos nunca (se) soube". O atleta do São Caetano morreu na noite da última quarta-feira após sofrer parada cardiorrespiratória durante o segundo tempo da partida contra o São Paulo, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. Perguntado sobre a informação de que o coração de Serginho apresentava dilatação e ele corria sérios riscos de saúde, Nunes observou que se a notícia é verdadeira, ela nunca foi "vazada" para a família do jogador. "Se ele tivesse um problema desse, nós familiares não iríamos permitir que jogasse ele futebol." O sogro de Serginho considerou "normal" a arritmia cardíaca que teria sido detectada nos exames realizados em fevereiro. Ontem a viúva do atleta, Elaine Cristina Castro Cunha, havia dito que exames posteriores feitos por Serginho, realizados em janeiro, durante a pré-temporada da equipe do ABC paulista, teriam detectado uma arritmia cardíaca leve, mas que isso, segundo a avaliação médica, não impediria que ele continuasse exercendo sua profissão. "O médico disse: ?Você está liberado, o que você tem não influi no futebol, não vai te fazer mal?. Ele jamais iria continuar jogando se ele soubesse que isso iria afetar a saúde dele. Ele não era louco. Ele amava o que fazia, mas ele amava mais ainda a vida dele, a família dele." Um dos irmãos do jogador, Nivaldo Oliveira, garantiu que não tinha "conhecimento nenhum" da suposta doença cardíaca. Ele admitiu que Serginho fazia exames periódicos. "Mas nada foi passado para a gente". Hoje pela manhã, durante o velório do atleta, o presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza, reagiu com irritação ao ser novamente questionado sobre o resultado dos exames. "Estou afirmando que nenhum médico disse que ele não poderia jogar futebol. De acordo com o dirigente, a diretoria do clube vai aguardar a divulgação do laudo da autópsia para se pronunciar oficialmente, mas, o mais importante no momento é prestar assistência à família do jogador.

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