Família decide doar cérebro do ex-capitão da seleção Bellini para estudos

Médicos pretendem esclarecer se cabeçadas na bola têm ligação com o Mal de Alzheimer

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

21 de março de 2014 | 13h52

SÃO PAULO - A família de Bellini, falecido nesta quinta-feira em São Paulo, decidiu doar o cerébro do ex-jogador para estudos. Durante o velório desta quinta-feira, no salão nobre do Morumbi, a viúva, Giselda Bellini, disse que tomou a decisão para tentar ajudar a medicina a esclarecer o Mal de Azheimer, doença comum a ex-jogadores e que também complicou o estado de saúde do capitão da seleção brasileira.

O objetivo é ajudar a esclarecer se o problema neurólogico foi causado por possíveis danos das cabeçadas na bola durante a carreira como jogador. "O doutor Ricardo Nitrini perguntou se a família doaria o cérebro para que fosse feito um estudo, porque muitos atletas de vários esportes apresentam esse problema ou algo similar", disse a viúva.

Depois do falecimento, uma cirurgia de cerca de três horas foi realizada no Hospital das Clínicas para retirar o cerébro. "É claro que se é para ajudar as pessoas a evitar essa doença no futuro, concordamos totalmente com a iniciativa", afirmou Giselda. O corpo foi velado nesta sexta-feira no salão nobre do estádio do Morumbi e depois seguiu para Itapira, a 170 km da capital, a cidade natal do ex-zagueiro.

Em Itapira o corpo será levado para a Câmara Municipal e enterrado às 11h deste sábado. Bellini tinha 83 anos.

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