Família do técnico gostou da estréia da Costa Rica

Apesar da derrota para a Alemanha, a família do técnico da Costa Rica, Alexandre Guimarães, festejou o placar por 4 a 2, na estréia da equipe, nesta sexta-feira à tarde, em Munique, na abertura da Copa do Mundo. O motivo para os festejos foi a maneira como o time jogou, principalmente, porque conseguiu não sofrer uma goleada. ?Todo mundo esperava que a Costa Rica fosse levar uma lavada e não houve. Quando estava 3 a 2 ainda podíamos e tínhamos a esperança de empatar?, festejou o pai do técnico da Costa Rica, Luis Borges. ?Foi uma pena, porque eles levaram vantagem na força física e na experiência.?Morador do Grajáu, na zona norte, Borges assistiu ao jogo acompanhado do neto, Caetano, sobrinho de Alexandre Guimarães. Já a filha, Ana Isabel, e a mãe do treinador, Maria Alice, nervosas, ficaram trancadas no quarto a espera do apito final do árbitro. ?Meu filho, eu não agüento ver nada. Fico toda nervosa, ansiosa. Só saio no final quando já sei o placar. Aí vejo os melhores momentos?, disse Maria Alice. No intervalo da partida, quando os alemães venciam por 3 a 1, Borges aproveitou para aliviar a tensão e foi com o Portal Estadão dar uma volta pelas ruas do bairro. O pai do treinador ainda esboçou a esperança em um empate e não desanimou. Mas, ao final do jogo, reconheceu a superioridade do adversário e lamentou a falta de qualidade técnica dos costa-riquenhos. E não deixou de ressaltar a vantagem obtida pela seleção treinada por seu filho, que poderá ser decisiva nos próximos confrontos: os dois gols marcados. ?Aquele alemão que atuou como ponta-esquerda (Philip Lahm) e marcou o primeiro gol é o verdadeiro craque deles. Além disso, a Costa Rica não tem um jogador capaz de acompanhá-los?, analisou o pai do técnico da Costa Rica. ?A gente não pode ficar feliz perdendo mas diante das circunstâncias o resultado foi bom. Vamos fazer mais dois jogos e se empatarmos já teremos dois gols de vantagem.?Na quinta-feira, a Costa Rica volta a campo para enfrentar o Equador e, de acordo com Borges, um bom resultado irá facilitar o time na busca por uma das duas vagas do grupo A para a próxima fase.Quanto ao filho, ele disse não ter conselhos a dar porque, ao falar com Alexandre Guimarães ao telefone, o sentiu calmo e ciente do trabalho que tem por fazer. ?O Alexandre sempre diz que o perguntam se estava com medo. E acho a resposta dele maravilhosa: quem precisa estar com medo é eles que vão enfrentar a gente?, afirmou, orgulhoso.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.